Região
Operação Catarse VI: Mandados são cumpridos em Muriaé
10 de julho de 2024

A ação visa apurar uma associação criminosa liderada por um ex-presidente da Câmara Municipal de Muriaé, voltada ao cometimento de crimes.

Na manhã desta quarta-feira, 10 de julho, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé e com as Polícias Militar e Civil de Minas Gerais, deflagrou a sexta fase da operação Catarse. A ação visa apurar uma associação criminosa liderada por um ex-presidente da Câmara Municipal de Muriaé, voltada ao cometimento de crimes de lavagem de dinheiro e outras infrações contra a administração pública.

De acordo com as investigações, o ex-parlamentar é suspeito de movimentar grandes quantias de dinheiro através de contas bancárias de familiares, além de ocultar e dissimular a propriedade de diversos bens. Até o momento, quase 800 crimes contra a Administração Pública foram apurados, incluindo concussão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa.

Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos três mandados judiciais em Muriaé. A operação envolve promotores de Justiça, servidores do MPMG, policiais militares e civis.

A operação Catarse, iniciada em novembro de 2021, já possibilitou o cumprimento de 62 mandados de busca e apreensão, envolvendo cinco vereadores em exercício, três ex-vereadores, seis postos de gasolina, três construtoras e 14 empresários. Além disso, três mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, dois de afastamento de cargos públicos e dez mandados cautelares de proibição de contratação com a Administração Pública foram executados.

Até o momento, a operação resultou na indisponibilidade, bloqueio e apreensão dos seguintes bens:

  • Três imóveis situados em Muriaé
  • R$ 310.550,96 em cheques apreendidos
  • R$ 77.228,30 em dinheiro apreendido
  • R$ 34.481,92 bloqueados judicialmente
  • Três caminhões
  • Duas escavadeiras
  • Uma carregadeira
  • Duas caminhonetes
  • Um ônibus
  • Sete carros
  • Três reboques
  • Uma moto

O promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, coordenador do Gaeco, destacou a importância da operação para combater a corrupção e a lavagem de dinheiro. Segundo ele, as ações do Gaeco são essenciais para garantir a integridade das instituições públicas e a confiança da população no sistema de justiça.

A operação Catarse VI segue em andamento, e novas fases podem ser deflagradas conforme o avanço das investigações.

Informações MPMG