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Pesquisadores da UFV instalam novo sítio de monitoramento no Ártico para estudar solos congelados

9 de setembro de 2025


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Expedição amplia rede internacional de pesquisa sobre mudanças climáticas e comportamento do permafrost

Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) instalaram recentemente um novo sítio de monitoramento de temperatura e umidade do solo no Ártico. A expedição foi realizada pelos professores Márcio Francelino e Carlos Schaefer, do Departamento de Solos, e pelo mestrando Alex Pinheiro.

O trabalho integra os esforços da universidade em pesquisas relacionadas às mudanças climáticas em regiões polares. Há mais de 20 anos, a UFV participa do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), mantendo expedições anuais para a Antártica. Até o momento, os pesquisadores já instalaram 33 sítios de monitoramento na Antártica e outros oito na Cordilheira dos Andes, formando a maior rede mundial dedicada ao acompanhamento do permafrost, ou solo congelado, em áreas de alta montanha.

No Ártico, a equipe esteve na Geleira Russell, localizada no Círculo Polar Ártico e ligada ao segundo maior manto de gelo do planeta. A região, em processo de retração, é considerada estratégica para acompanhar as transformações ambientais. Além da instalação do segundo ponto de monitoramento da UFV na região, os pesquisadores realizaram manutenção e aprimoramento de sensores já existentes, responsáveis por medir temperatura, umidade e concentração de CO2 no solo. Também foi ampliada a coleção de solos árticos para futuras análises comparativas entre diferentes ambientes polares.

Segundo o professor Márcio Francelino, os dados obtidos nas expedições anteriores à Antártica e à Cordilheira dos Andes já permitiram mapear e quantificar estoques de carbono orgânico do solo em diferentes profundidades. Os resultados mostraram que o Polo Norte apresenta maiores emissões de carbono dos solos para a atmosfera, enquanto na Antártica o degelo do permafrost libera menos CO2, podendo inclusive reduzir emissões.

O objetivo das novas coletas é aprimorar modelos preditivos sobre o impacto do aquecimento global e compreender melhor o papel dos solos na mitigação das emissões de carbono. Oceanos, solos e florestas são considerados importantes sumidouros naturais de carbono, desempenhando papel essencial no equilíbrio climático global.

Informações: UFV