Queda nas redes sociais impulsiona retorno da publicidade às mídias tradicionais
11 de novembro de 2025

Mudança no comportamento dos usuários e revisão de estratégias fazem marcas retomarem investimentos em TV, rádio, impressos e mídia externa
A redução no tempo de uso das redes sociais no Brasil tem provocado ajustes no mercado publicitário. O cenário, antes dominado por anúncios digitais e influenciadores, passa por redistribuição de investimentos entre meios tradicionais, como televisão, rádio, jornais, revistas e mídia externa.
De acordo com reportagem do canal Meio & Mensagem, estudos de mercado apontam que, embora o país ainda conte com 144 milhões de usuários de redes sociais, o tempo médio gasto nessas plataformas vem diminuindo, principalmente entre o público jovem. A desaceleração tem levado empresas e agências a revisar suas estratégias de comunicação para diversificar a presença de marca.
O fenômeno ocorre também em outros países. Segundo o Financial Times, com base em dados da GWI, o tempo de uso das redes atingiu o pico em 2022 e caiu cerca de 10% nos países desenvolvidos. O The New York Times observou que grandes anunciantes voltam a direcionar parte de seus orçamentos para veículos tradicionais, com destaque para jornais e revistas, que mantêm percepção de credibilidade e profundidade informativa.
No Brasil, o movimento de retomada das mídias tradicionais é visível. O setor de mídia externa (OOH) registrou crescimento de faturamento em 2024, impulsionado por formatos digitais e grandes campanhas nacionais. A televisão aberta voltou a concentrar fatias significativas das verbas publicitárias. Já jornais e revistas retomaram espaço nas ações de branding e construção de reputação.
Especialistas do setor apontam que a mudança não representa o abandono do digital, mas um redesenho do equilíbrio entre plataformas. O foco das marcas passa a ser a integração entre meios físicos e digitais, buscando alcance e consistência na comunicação com diferentes públicos.
Fonte: Doc.press RJ