segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Central de resíduos é interditada em Coimbra pela Polícia Militar de Meio Ambiente

Central de resíduos é interditada em  Coimbra pela Polícia Militar de Meio Ambiente

Fiscalização apontou funcionamento irregular, poluição ambiental, apreensão de caminhão e prisão do responsável

Militares do Grupamento da Polícia Militar de Meio Ambiente de Viçosa realizaram, nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, uma fiscalização em um imóvel rural no município de Coimbra, após o recebimento de denúncia anônima. No local, funciona uma central de transbordo de resíduos provenientes da suinocultura, do abate de bovinos e suínos e de açougues da região.

Durante a ação, os policiais constataram que a atividade é classificada como potencialmente poluidora e depende de licenciamento ambiental. No entanto, o empreendimento operava sem licença válida. A equipe também verificou que já havia um auto de infração com penalidade de suspensão aplicado em 20 de abril de 2021, medida que não foi cumprida.

O imóvel está situado em zona rural com restrições ambientais. A área é considerada de transição da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e também integra a zona de segurança aeroportuária. Segundo os militares, a presença de resíduos orgânicos no local favorecia a atração de avifauna, como urubus.

Durante a fiscalização, um caminhão carregado com carcaças e vísceras de animais foi flagrado despejando os resíduos em uma caçamba instalada no local. Diante da constatação, o veículo foi apreendido e removido para um pátio credenciado, por ter sido utilizado na prática de crime ambiental.

A equipe verificou ainda que as atividades ocorriam em Área de Preservação Permanente. Foi identificada a ampliação das instalações sem autorização dos órgãos ambientais competentes. Também não havia sistema de tratamento de efluentes. Resíduos como sangue e gordura eram lançados diretamente em área brejosa e em um curso d’água natural, o que caracterizou poluição ambiental.

No decorrer da fiscalização, os policiais encontraram um cão com sinais de sarna generalizada, sem comprovação de atendimento veterinário. A situação foi registrada como indício, em tese, de maus-tratos a animal.

A perícia da Polícia Civil foi acionada e compareceu ao local para realizar os procedimentos técnicos. Após a conclusão da fiscalização, o responsável pelo empreendimento recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi enquadrado nos artigos 32, parágrafo primeiro, 48, 54 e 60 da Lei número 9605, de 1998, que trata dos crimes ambientais.

O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Viçosa para as providências legais. De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, as medidas administrativas ambientais cabíveis serão adotadas posteriormente pelos órgãos competentes.

Informações: PMMG