sexta-feira, 24 de julho de 2026
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PCMG prende grupo por golpes durante calamidade em Juiz de Fora

PCMG prende grupo por golpes durante calamidade em Juiz de Fora

“Operação Burla” resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de dois veículos de luxo.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta terça-feira (3/3), três homens suspeitos de aplicar golpes e comercializar produtos falsificados em Juiz de Fora, na Zona da Mata, município que se encontra sob decreto de calamidade pública devido às fortes chuvas registradas nos últimos dias. A ação resultou, ainda, na apreensão de dois veículos de luxo utilizados pelo grupo, de nacionalidade portuguesa.

As investigações tiveram início durante o acompanhamento das áreas afetadas pelas chuvas. Conforme apurado, o grupo – composto por três homens, de 20, 43 e 66 anos – circulava pela cidade oferecendo às pessoas nas ruas mercadorias contrafeitas como se fossem originais, com supostos descontos.
Entre os produtos apreendidos estão ternos, vestuário, óculos, perfumes, malas, mochilas, panelas e faqueiros de marcas renomadas, comercializados de forma enganosa.

Por meio do trabalho de inteligência, os policiais identificaram o modo de agir do grupo, assim como registros semelhantes em outros municípios mineiros, como Patos de Minas e Rio Paranaíba, ambas localizadas na região Alto Paranaíba.

Com base nessas informações, a equipe da PCMG deu início à operação. Após monitoramento, os suspeitos foram abordados quando chegavam a um hotel no centro de Juiz de Fora.

No interior dos veículos e em três quartos ocupados pelo grupo foram localizados volumes expressivos de mercadorias falsificadas. Os suspeitos confessaram a prática ilícita, bem como o armazenamento do material nos quartos do hotel.

Uma mulher de 43 anos estava com o grupo e negou envolvimento com os crimes. Ela foi ouvida e liberada.
“Identificamos que os investigados estavam atuando justamente em um momento de fragilidade social, buscando se aproveitar da situação enfrentada pela cidade para aplicar golpes”, ressaltou o delegado Márcio Rocha, que ainda acrescentou: “A resposta foi rápida e firme, para impedir que mais pessoas fossem lesadas”.
O delegado orienta que eventuais vítimas que tenham adquirido produtos desse grupo procurem uma delegacia da Polícia Civil para formalizar a denúncia.

Os suspeitos foram conduzidos à unidade policial, onde tiveram as prisões em flagrante ratificadas por crimes contra a propriedade industrial e associação criminosa. Com a formalização dos procedimentos de polícia judiciária, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional.
Os dois veículos utilizados pelo grupo também foram apreendidos e removidos ao pátio credenciado.

O nome da operação faz referência ao termo utilizado em Portugal para designar crime equivalente ao estelionato no Brasil, em referência à conduta praticada pelo grupo, que consistia em induzir vítimas ao erro mediante a venda de produtos falsificados como se fossem originais, obtendo vantagem ilícita.