Influenciadores ligados a ações em Ubá são presos em operação da Polícia Federal
17 de abril de 2026

Casal é investigado por participação em esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão
A prisão dos influenciadores digitais Chrys Dias e Débora Paixão, realizada na quarta-feira, 15, gerou repercussão em Ubá e em outras regiões do país. O casal ganhou visibilidade após participar de ações de apoio durante as enchentes registradas no município neste ano.
A ação foi conduzida pela Polícia Federal em uma propriedade no interior de São Paulo. A operação integra a chamada Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. Segundo as apurações, o grupo seria liderado pelo cantor MC Ryan SP, nome artístico de Ryan Santana dos Santos.
De acordo com a Polícia Federal, Chrys Dias e Débora Paixão são apontados como financiadores relevantes do esquema investigado. A suspeita é de que o casal utilizava a empresa Casal Imports para transferir recursos obtidos por meio de rifas digitais para empresas ligadas ao cantor.
Nas redes sociais, Chrys Dias se apresentava como empresário de MC Ryan SP e de outros artistas e influenciadores. A atuação contribuiu para ampliar sua presença no ambiente digital.
A decisão que autorizou as prisões temporárias e os mandados de busca e apreensão partiu do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos. Além das prisões, equipes cumpriram mandados em endereços relacionados aos investigados.
As rifas digitais promovidas pelo influenciador também estão sob análise. Esse tipo de prática envolve sorteios de bens como veículos e imóveis. A Polícia Federal apura se essas atividades foram utilizadas para movimentação de recursos de origem ilícita.
O Banco Central do Brasil informa que operações financeiras digitais devem seguir normas específicas para evitar irregularidades. As investigações incluem análise de empresas e transações ligadas ao casal.
A Operação Narco Fluxo mobilizou mais de 200 agentes em diferentes estados. As apurações indicam que o grupo pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, utilizando empresas de fachada, dinheiro em espécie e criptomoedas.
Outros nomes também foram alvo da operação, como o cantor MC Poze do Rodo. Mandados judiciais foram cumpridos em várias regiões do país.
Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que operações suspeitas desse tipo costumam envolver ocultação de valores e uso de terceiros para dificultar o rastreamento dos recursos.
Em Ubá, a prisão repercutiu entre moradores. O casal havia conquistado visibilidade local ao participar de ações durante o período de enchentes, com ampla divulgação nas redes sociais.
As investigações seguem em andamento. Até o momento, a defesa dos envolvidos não se manifestou oficialmente.
Fonte: Rádio Mega Hits