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Viçosa: Família denuncia falhas no atendimento e falta de informações no Hospital São João Batista

17 de abril de 2026


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Irmã de paciente que faleceu no último dia 10 de abril relata inconsistências nos registros hospitalares e demora na comunicação do óbito. Caso foi formalizado junto à Ouvidoria do SUS.

A redação do Primeiro a Saber recebeu, nesta semana, a visita de Eliana Figueiredo, irmã de Márcio José de Jesus, de 50 anos. A família busca esclarecimentos e a apuração de supostas falhas nos protocolos de atendimento e comunicação do Hospital São João Batista (HSJB), ocorridas entre os dias 09 e 10 de abril de 2026.

De acordo com o relato formalizado pela família, Márcio deu entrada na unidade hospitalar na noite de quinta-feira (09/04), por volta das 18h, encaminhado pelo SAMU. O quadro era considerado de emergência (classificação vermelha), indicando alta gravidade e necessidade de intervenção imediata.

Durante o período de atendimento, os familiares foram informados de que o estado clínico do paciente havia se agravado e que ele seria transferido para o Centro de Terapia Intensiva (CTI).

A principal queixa da família refere-se ao que ocorreu na manhã seguinte, sexta-feira (10/04). Ao entrarem em contato telefônico com o hospital para obter atualizações sobre o estado de saúde de Márcio, os familiares teriam recebido a informação de que não havia registro da entrada ou permanência do paciente na instituição.

A situação de desinformação só teria sido resolvida por volta das 13h, quando um médico informou que Márcio José de Jesus havia evoluído a óbito às 05h20 da manhã daquele mesmo dia. Segundo a irmã, houve um intervalo de quase oito horas entre o falecimento e a comunicação oficial, sem que a família fosse avisada previamente sobre a piora ou o falecimento.

Diante do ocorrido, Eliana Figueiredo formalizou uma reclamação junto à Ouvidoria do SUS, sob os cuidados da responsável pelo setor, solicitando:

Apuração detalhada: Investigação sobre o fluxo de atendimento e os motivos da dificuldade de localização do prontuário no sistema.

Esclarecimentos sobre a falha de comunicação: Justificativa para a demora na notificação do óbito aos responsáveis legais.

Medidas Corretivas: Implementação de protocolos que evitem que outros familiares passem pela mesma situação de insegurança.

Entramos em contato com a assessoria de comunicação do hospital, mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas da instituição. O espaço segue aberto para que o Hospital São João Batista apresente sua versão sobre os fatos relatados ou informe quais medidas estão sendo tomadas para a apuração interna do caso.