segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Detento que esquartejou companheiro na Penitenciária de Muriaé é indiciado pela Polícia Civil

Detento que esquartejou companheiro na Penitenciária de Muriaé é indiciado pela Polícia Civil

A Polícia Civil em Muriaé, através da DHPP, concluiu a investigação sobre o brutal homicídio que vitimou Deylon Moura Santos, de 28 anos, no interior da Penitenciária local.

Na ocasião, partes do corpo da vítima foram localizadas por Policiais Penais na manhã de quinta-feira (02/04/2026). O companheiro de cela de Deylon confessou a prática delitiva, afirmando que sua ação decorreu de ameaças proferidas durante uma discussão.

Autor e vítima eram suspeitos de terem atuado em conjunto na morte de outro detento, em janeiro deste ano, crime praticado também com requintes de crueldade. Após esse episódio a dupla, que parecia ter uma relação íntima, permaneceu isolada, sem contato com outros Detentos.

De acordo com fontes, na ação mais recente, depois de um desentendimento entre eles, o agressor surpreendeu a vítima enquanto dormia, asfixiando-a, para depois iniciar o esquartejamento se utilizando de uma faca artesanal, improvisada a partir de um pedaço de chapa.

O autor teria passado toda a noite de segunda-feira (01/04/2026) para o dia seguinte (02/04/2026), realizando a ação que culminou, inclusive, com a decapitação da vítima e retirada de sua língua e olhos.

Para o delegado responsável pela apuração, o autor se trata de um “serial killer” – expressão em inglês utilizada para se referir a assassino em série. Tayrony Espíndola destacou a frieza do agressor ao confessar o crime: “Trata-se de indivíduo extremamente articulado e sorrateiro, que aparentou ter prazer em fazer o que fez, da forma como fez. No primeiro crime que apuramos, em Janeiro, ele se valeu do discurso da homofobia para justificar sua ação. Agora, a justificativa foi uma suposta ameaça perpetrada por seu comparsa e companheiro que, a propósito, era a única pessoa com quem podia conviver e ter contato dentro da Unidade Prisional”.

O autor, que possui uma extensa ficha criminal, com penas que, somadas, chegam a quase 100 anos de prisão, foi indiciado por Homicídio Triplamente Qualificado, considerando o motivo fútil, a asfixia e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Fonte: Rádio Muriaé