Desafio às autoridades: Balaústre é pichado “novamente” em menos de 24h após ser pintado e vândalo alega “protesto político”
8 de maio de 2026

Novo ataque ao patrimônio histórico de Viçosa ocorreu na madrugada desta sexta (8); população manifesta indignação com a recorrência do crime e a falta de identificação dos autores.
O Centro de Viçosa amanheceu, nesta sexta-feira (8 de maio), com uma cena que mistura audácia e desrespeito ao patrimônio público. Menos de 24 horas após a prefeitura realizar a limpeza e a nova pintura do muro do Balaústre, o local foi novamente alvo de pichação. Desta vez, o autor deixou uma mensagem clara de desafio: "Protesto político não é vandalismo".
Embora a liberdade de expressão e o protesto político sejam direitos fundamentais em uma democracia, o uso de espaços públicos para pichação configura vandalismo e crime ambiental (Lei Federal 9.605/98).
Pichar um monumento histórico ou espaço comum não é um ato de diálogo, mas de imposição. Quando o patrimônio é danificado, o prejuízo é coletivo: o custo da limpeza sai dos impostos pagos pela própria população e a memória visual da cidade é degradada. O protesto político legítimo ocupa praças, conselhos e redes de debate; o vandalismo apenas destrói o que pertence a todos.
A reincidência do crime em um intervalo tão curto levanta questionamentos urgentes por parte dos viçosenses: Como está o monitoramento por câmeras na região central? Há planos para inibir essas ações durante a madrugada?
Polícias Militar e Civil: Quais diligências estão sendo feitas para identificar os autores? Existem investigações em curso sobre grupos que promovem esses ataques sistemáticos ao patrimônio público?
Diante da gravidade e da reincidência, a 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil emitiu uma nota oficial informando que já está agindo para identificar os responsáveis. Confira o posicionamento:
"A Polícia Civil de Minas Gerais informa que foram instaurados procedimentos investigativos para apuração dos episódios recentes de pichações/vandalismo ocorridos em espaços públicos no município de Viçosa, visando à identificação da autoria e adoção das medidas legais cabíveis. A PCMG destaca que a colaboração da população é fundamental para o esclarecimento dos fatos e para a preservação do patrimônio público, de forma que quaisquer informações que possam auxiliar as investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia Unificado 181, ou presencialmente, sendo assegurado o absoluto sigilo da fonte."
Este é o sexto registro de pichação no mesmo local em menos de seis meses. A situação ocorre mesmo após a Câmara Municipal defender projetos que endurecem as punições. A legislação municipal atual já prevê multas e a obrigatoriedade de ressarcimento dos danos, mas a lei só se torna efetiva quando o infrator é identificado e punido.
A população de Viçosa tem manifestado cansaço. Nas redes sociais e nas ruas, o sentimento é de que a cidade está sendo "marcada" por indivíduos que se escondem nas sombras.
É irônico e, para muitos, covarde que alguém peça por "direitos" ou faça "protestos políticos" agindo na clandestinidade da madrugada e destruindo o bem comum. Quem realmente deseja lutar por melhorias na sociedade não o faz degradando o patrimônio histórico que sobreviveu por décadas e que é orgulho da comunidade viçosense.
