Suspeita foi flagrada com materiais escondidos em caminhão que presta serviços à unidade prisional; homem que estava com ela fugiu
Uma mulher foi presa em flagrante na manhã de 02 de julho suspeita de tentar enviar celulares e outros materiais para a Penitenciária Manoel Lisboa Júnior, em Muriaé. A ação foi registrada no Bairro Barra, após a Polícia Militar ser acionada.
De acordo com a PM, a ocorrência teve início quando um policial penal, que estava de folga, percebeu um casal mexendo na parte inferior de um caminhão estacionado. O veículo presta serviços para a unidade prisional. Diante da situação, foi realizada abordagem, momento em que o homem fugiu e a mulher foi contida no local.
Durante vistoria no caminhão, os policiais localizaram celulares e carregadores fixados com ímãs no chassi do veículo. O material, segundo a PM, estava preparado para ser transportado de forma oculta até o interior do presídio.
Ainda conforme a Polícia Militar, a suspeita estava com uma chave de hotel. A equipe se deslocou até o estabelecimento, localizado no Centro de Muriaé, onde o casal estava hospedado desde 30 de junho. Com autorização, os militares realizaram buscas no quarto.
No local, foram apreendidos uma barra de maconha, outros celulares, carregadores e fitas adesivas. Segundo a polícia, os itens seriam utilizados para embalar e ocultar os materiais.
A PM informou que o caminhão pertence a uma empresa parceira da penitenciária e é utilizado no transporte de materiais ligados à fabricação de aventais dentro da unidade. A suspeita é de que os eletrônicos seriam levados escondidos no chassi e retirados durante o descarregamento.
O homem que fugiu foi identificado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar. Segundo a corporação, ele possui ligação com organizações criminosas e não havia sido localizado até a última atualização do caso.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou as informações e informou que o caso será investigado pela Polícia Civil. A ocorrência foi registrada com base no artigo 3º da lei anti-facção de 2026, que prevê punições para apoio logístico a organizações criminosas.
Informações: G1 Zona da Mata
