Encontro no Sítio Fartura reuniu mais de 60 participantes para tratar de manejo, adubação, poda, custos de produção e sustentabilidade
Mais de 60 produtores rurais, estudantes, professores, técnicos e profissionais ligados à cafeicultura participaram de um Dia de Campo realizado no Sítio Fartura, em São Miguel do Anta, neste mês. O encontro reuniu informações técnicas sobre manejo, adubação, poda, custos de produção e sustentabilidade na atividade cafeeira.
A iniciativa foi promovida pelo Sistema Faemg Senar, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa, e contou com apoio do Sicredi, Syngenta, Prefeitura e Secretaria de Agricultura de São Miguel do Anta.
A programação foi organizada pelo técnico de campo do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte, Gustavo Nogueira. O cronograma precisou passar por adaptações em razão da chuva. Para Gustavo, o encontro permitiu a troca de conhecimentos entre os participantes.
Entre os temas apresentados estiveram a poda do cafeeiro, os custos de produção, o uso de corretivos e fertilizantes e a presença de fitonematoides nas propriedades. A adubação do cafeeiro em produção foi abordada pelo especialista Samuel Vasconcelos Valadares.
Durante a apresentação, Samuel destacou a necessidade de executar corretamente os fundamentos da atividade e manter o equilíbrio dos nutrientes utilizados na lavoura. Ele também defendeu a aproximação entre produtores, ciência e tecnologia.
O especialista ainda tratou da importância dos cuidados com o solo para a continuidade da produção rural. Segundo ele, a manutenção das atividades depende da aproximação entre conhecimento técnico e práticas adotadas nas propriedades.
A pesquisadora Thalita Monteiro apresentou informações sobre fitonematoides e destacou a necessidade de controlar a presença dos nematoides nas propriedades.
Manejo e tecnologia
O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa, o agrônomo Carlos Eduardo Andrade, abordou a poda do cafeeiro. Segundo ele, o manejo deve considerar as características de cada local e as necessidades da lavoura e da propriedade.
Carlos Eduardo também explicou que a aplicação de tecnologia na cafeicultura não depende apenas de equipamentos. A escolha de uma cultivar adaptada à região, de uma muda de qualidade ou de uma variedade tolerante ou resistente a nematoides também representa uma decisão relacionada à tecnologia.
A gestão dos custos de produção também fez parte da programação. Ana Luísa Lucca apresentou o conhecimento e o controle das despesas como ferramentas para os produtores.
Troca de experiências
O produtor rural Cássio Shantal, de São Miguel do Anta, destacou a participação de cafeicultores de diferentes municípios como uma oportunidade para compartilhar experiências sobre o manejo das lavouras.
Segundo Cássio, a presença de produtores de cidades como Araponga contribuiu para a troca de informações sobre diferentes formas de conduzir a produção. Para ele, reunir os cafeicultores permite comparar práticas e ampliar o conhecimento sobre a atividade.
Participação de estudantes da UFV
O encontro também contou com a participação de estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A professora Marliane Silva, do Departamento de Microbiologia, levou um grupo de alunos ao Sítio Fartura.
Os estudantes desenvolvem trabalhos relacionados à microbiologia do café. Segundo Marliane, o contato com produtores permite ampliar a formação dos alunos e conhecer aspectos da produção.
A professora explicou que, apesar do trabalho do grupo estar relacionado à microbiologia do café, conhecimentos sobre adubação e poda também são necessários para compreender a cultura de forma mais ampla.
Informações: Senar

