segunda-feira, 8 de junho de 2026
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OEA afirma que eleições de 2022 ocorreram ‘com ordem e normalidade’

OEA afirma que eleições de 2022 ocorreram ‘com ordem e normalidade’
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conclui a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de outubro (José Cruz/Agência Brasil)

A missão de observação das eleições de 2022 da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou, em relatório preliminar divulgado nesta segunda-feira (3), que as “eleições se desenvolveram com ordem e normalidade”.

O documento ressalta que o resultado do primeiro turno das eleições de 2022 foi reconhecido “por todos os atores políticos”.

A missão informou que vai atuar também no segundo turno e convidou “os atores políticos a abandonar a polarização e os ataques pessoais, e aproveitar essa oportunidade prevista na Constituição brasileira para convencer o eleitorado com base em propostas e programas”.

Os observadores também ressaltaram que o funcionamento do sistema de transmissão das informações foi realizado de “maneira segura”.

Em reação à totalização, salientaram que, às 20h, o “TSE contava com 70% da informação das seções de todo o país”.

“Da sala de totalização do TSE, os técnicos da OEA constataram que o fluxo e a consolidação de resultados funcionaram de maneira adequada em todo momento. Por outro lado, a missão saúda a decisão do TSE de publicar os boletins de urna, prática que foi implementada a partir desta eleição”, diz o documento.

Filas e atrasos não comprometeram voto nas eleições de 2022

A missão analisou que em algumas seções eleitorais houve demora na identificação biométrica, mas que isso não impediu que os eleitores exercessem o voto.

“A Missão constatou que em algumas seções eleitorais, no momento da identificação biométrica, se geraram dificuldades na leitura da impressão digital de alguns eleitores, especialmente aqueles da terceira idade. Nesses casos, se observou que as e os mesários cumpriram a disposição de realizar até quatro tentativas de reconhecimento das digitais. Isso, em ocasiões, gerou certa demora no fluxo de votantes, ainda que não tenha impedido que pudessem exercer seu direito ao sufrágio, uma vez que, seguindo os procedimentos pré-estabelecidos, os presidentes de mesa habilitaram a urna com sua própria impressão digital após comprovar a identidade da pessoa no caderno de votação”.

Os observadores consideraram que, apesar das filas, a votação ocorreu de forma “tranquila”.

“Os observadores da OEA reportaram desde os centros de votação uma grande afluência de eleitores, a maior parte dos quais contava com informação sobre a localização de suas seções. Durante a tarde, 91% das seções observadas tinha longas filas de eleitores, alguns dos quais reportaram ter esperado por mais de duas horas para poder exercer o sufrágio. Apesar disso, a Missão observou que a jornada transcorreu de forma tranquila e que não se registraram maiores incidentes”.

A missão considerou que o procedimento de emissão da zerésima foi correto – o documento comprova que, antes de iniciar a votação, não há votos depositados previamente nas urnas. Também elogiou a atuação dos mesários.

Os observadores, no entanto, ressaltaram a partir dos resultados o fato de que haverá pouca representação das mulheres nos espaços políticos.

“A Missão adverte, por último, que uma vez mais as mulheres continuarão marcadamente sub- representadas nos principais espaços de decisão política do país. Os dados difundidos pelo TSE indicam que, concluído o processo, apenas 2 de 27 governos estaduais ficarão em mãos de mulheres. Quanto ao senado, das 27 cadeiras em jogo nestas eleições apenas 4 serão ocupadas por mulheres”.

Fonte: G1

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