terça-feira, 9 de junho de 2026
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Deputado viçosense assina PEC que propõe mudar cálculo do IPVA no Brasil

Deputado viçosense assina PEC que propõe mudar cálculo do IPVA no Brasil

Proposta em tramitação na Câmara prevê alíquota máxima de 1% e base de cálculo definida pelo peso do veículo

O deputado federal Rodrigo de Castro, natural de Viçosa, está entre os parlamentares mineiros que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende alterar o modelo de cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Brasil. A iniciativa é liderada pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) e propõe mudanças estruturais no cálculo do tributo.

O texto da PEC estabelece uma alíquota máxima nacional de 1% para o IPVA e determina que a base de cálculo passe a ser exclusivamente o peso do veículo. Com isso, ficaria proibida a cobrança vinculada ao valor de mercado do automóvel, atualmente definida com base em tabelas como a Fipe. Hoje, os estados aplicam alíquotas que variam entre 1% e 6%, conforme o tipo de veículo e a legislação local.

Em Minas Gerais, a alíquota do IPVA é de 4% para veículos de passeio, calculada sobre o valor venal estimado. Caso a proposta avance, esse modelo deixaria de ser utilizado, substituído por um critério físico, desvinculado do preço do automóvel.

Para que a PEC possa tramitar oficialmente na Câmara dos Deputados, são necessárias pelo menos 171 assinaturas. Segundo Kim Kataguiri, a proposta já ultrapassou 50% desse total. Entre os deputados mineiros que assinaram o texto estão Ana Paula Leão, Junio Amaral, Lincoln Portela, Rafael Simões, Stefano Aguiar, Zé Vitor e Rodrigo de Castro.

O autor da proposta argumenta que o atual modelo cria uma tributação recorrente sobre um bem móvel que sofre depreciação ao longo do tempo. Segundo ele, o novo formato busca alinhar a cobrança do imposto ao impacto gerado pelos veículos na infraestrutura viária, considerando o peso como fator central.

Na prática, a mudança desloca o foco da arrecadação do valor de mercado para o peso do veículo. Veículos mais pesados tenderiam a pagar mais, enquanto modelos mais leves poderiam ter redução no imposto. A proposta também é apresentada como uma forma de aproximar o sistema brasileiro de práticas adotadas em outros países, onde a tributação anual costuma considerar critérios físicos ou funcionais.

Após o protocolo, a PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que avalia a admissibilidade. Se aprovada, seguirá para uma comissão especial e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara. Para ser promulgada, a proposta precisa do apoio mínimo de 308 deputados, em dois turnos de votação.