Com um acumulado de 170mm de chuva em poucas horas, a cidade de Ubá está em estado de devastação; prefeitura clama por ajuda estadual e federal.
A cidade de Ubá vive um cenário de guerra nesta terça-feira (24). Após o temporal devastador que atingiu a Zona da Mata na noite de segunda-feira (23), o município contabiliza mortes, desabamentos e destruição de infraestrutura. Imagens impressionantes capturadas por moradores mostram o exato momento em que um imóvel desaba na Avenida Cristiano Rocas, no coração do Centro da cidade.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar buscas e avaliar as estruturas vizinhas. Embora o vídeo do desabamento tenha viralizado, o balanço geral da prefeitura traz números ainda mais alarmantes.
Balanço da Devastação: Mortes e Ruínas
Em pronunciamento oficial na manhã de hoje, o Executivo Municipal atualizou os dados da catástrofe. A força das águas, que atingiu a marca de 170 milímetros em apenas uma noite, causou danos sem precedentes:
- Vítimas Fatais: Pelo menos 5 mortes confirmadas até o momento.
- Colapsos Estruturais: 4 prédios desabaram completamente.
- Infraestrutura: 4 pontes foram destruídas pela correnteza.
- Geologia: Diversos pontos de deslizamento de terra foram registrados em encostas e áreas urbanas.
“A maior enchente da história”: O clamor por ajuda
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Professor José Damato (PSD), visivelmente abalado e ao lado de autoridades locais, declarou estado de emergência e pediu socorro imediato aos governos estadual e federal.
“Está inundado. A cidade está arrasada. É a maior enchente da história. Precisamos do apoio do governo federal e do governo estadual”, apelou o prefeito.
A correnteza foi tão forte que, além dos desabamentos, arrastou frotas de veículos e destruiu o pavimento de diversas ruas centrais, deixando bairros inteiros isolados.
Orientações à População
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros seguem em operação de busca e salvamento. A orientação é clara:
- Não retorne a imóveis condenados ou que apresentem rachaduras.
- Evite áreas próximas a rios e córregos, pois o solo continua instável.
- Emergência: Acione imediatamente os telefones 193 (Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).