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Buscas por desaparecidos entram no 3º dia em Juiz de Fora e Ubá; número de mortos chega a 49

26 de fevereiro de 2026


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Pelo menos 18 pessoas continuam desaparecidas nas duas cidades, segundo as equipes que atuam nas operações de resgate.

As buscas por pessoas desaparecidas devido às fortes chuvas que castigaram a Zona da Mata mineira entraram no terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira (26), em meio à chuva contínua e à mobilização de equipes de resgate nas cidades mais afetadas — especialmente Juiz de Fora e Ubá.

De acordo com o mais recente balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o número de mortos em decorrência dos temporais e deslizamentos subiu para 46 vítimas fatais desde o início dos eventos, na noite de segunda-feira (23). Deste total, 43 mortes foram registradas em Juiz de Fora e seis em Ubá.

Pelo menos 18 pessoas continuam desaparecidas nas duas cidades, segundo as equipes que atuam nas operações de resgate.

Buscas continuam sob chuva e solo instável

O trabalho de busca por desaparecidos segue mesmo com o tempo instável na região. Equipes especializadas dos bombeiros, Defesa Civil e órgãos de emergência mantêm frentes de trabalho em áreas atingidas por soterramentos, deslizamentos de terra e alagamentos, onde moradores ainda não foram localizados.

A chuva contínua e o solo já saturado dificultam ainda mais as operações de resgate, elevando os riscos para os profissionais envolvidos e exigindo cautela redobrada nas áreas vulneráveis.

Moradores das regiões mais afetadas têm relatado cenas de destruição, com casas destruídas, ruas bloqueadas e deslizamentos em encostas que consumiram boa parte do tecido urbano em bairros periféricos.

Impactos humanitários e desabrigados

A tragédia deixou milhares de pessoas sem moradia. Em Juiz de Fora, estima-se cerca de 3 mil desabrigados — pessoas que perderam suas casas e estão abrigadas pela administração pública — e 400 desalojados, que foram acolhidos por amigos ou familiares. Já em Ubá, cerca de 26 pessoas estão desabrigadas e 178 desalojadas.

O governo federal e órgãos estaduais ampliaram a mobilização, enviando equipes de assistência social, saúde e Defesa Civil para apoiar as famílias afetadas, além de técnicos para colaborar na reconstrução e no restabelecimento de serviços essenciais.

Estado de calamidade e previsão de chuva

Em Juiz de Fora, a prefeitura havia decretado estado de calamidade pública diante do cenário crítico, o que permite agilizar a liberação de recursos emergenciais para atendimento às vítimas e recuperação das áreas afetadas. O decreto abrange também a reorganização de serviços municipais essenciais que foram interrompidos pela chuva.

O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alertas ativos para a região, com previsão de chuva nos próximos dias e risco elevado de novos alagamentos e deslizamentos em áreas já fragilizadas. Autoridades recomendam atenção redobrada e o seguimento das orientações das equipes de Defesa Civil, especialmente para quem vive em áreas de risco.