Evento em Viçosa discute atuação de doulas e enfrentamento à violência obstétrica
29 de maio de 2026

Roda de conversa no dia 30/05, no TecnoParq da UFV, apresenta resultados de pesquisa e promove diálogo com a comunidade
No dia 30/05, às 15h, o TecnoParq da UFV, em Viçosa, recebe a roda de conversa “Empoderando o Parto: Doulas por um dar à luz livre de violência”. A atividade ocorre em parceria com o coletivo Sementes do Feminino.
O encontro apresenta o produto final da dissertação de mestrado “Existe escuridão em dar à luz? Que história nos contam as Doulas em Viçosa-MG (2019-2025)”, desenvolvida por Mariana Freitas no Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania. A autora é bacharela em História e atua na área de estudos sobre parto, medicalização do corpo feminino e movimento de doulas.
A proposta do evento é levar à comunidade os resultados da pesquisa, conectando a produção acadêmica a espaços de diálogo. O estudo analisa a trajetória das doulas em Viçosa e os desafios enfrentados para reconhecimento no contexto da maternidade do Hospital São Sebastião.
A pesquisa aborda temas como história da obstetrícia, medicalização, políticas públicas de saúde, violência obstétrica e humanização do parto. O trabalho também discute o papel das doulas como profissionais que oferecem apoio físico, emocional e informativo durante o período gravídico-puerperal.
A programação começa com a apresentação dos aspectos metodológicos e dos principais resultados da pesquisa. Em seguida, haverá um lanche compartilhado e uma prática de yoga conduzida pela professora Carol Rocha, com foco em técnicas de consciência corporal.
Ao final, será realizada uma roda de conversa com dinâmicas interativas. A iniciativa conta com apoio do coletivo Sementes do Feminino, organizado pelas psicólogas Raíssa Mourão e Aline Ligiani, que promovem encontros voltados ao acolhimento e troca de experiências entre mulheres.
O evento busca ampliar o acesso a informações sobre o parto e estimular o diálogo na comunidade. A proposta também faz referência à atuação histórica de parteiras e outras figuras tradicionais ligadas ao nascimento, contribuindo para discussões sobre práticas de cuidado e enfrentamento à violência obstétrica no município.

