Investigação apura possíveis relações entre o imunizante, reações graves e dois óbitos registrados após a vacinação.
Na manhã da última segunda-feira (08) o Ministério da Saúde declarou a suspensão da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, com o intuito de investigação de eventos raros inesperados, após 42 casos de com sinais de alerta.
O imunizante Butantan-DV foi distribuído entre o público prioritário de trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, com extensão ao público de 15 a 49 anos dos municípios de Botucatu, em São Paulo, Maranguape, no Ceará, Nova Lima, em Minas Gerais e na região de Araguaína, em Tocantins. Dentre as doses distribuídas, cerca de 0.008% das 500 mil doses aplicadas até o final de maio apresentaram reações severas como:
- Dores abdominais intensas
- Vômitos persistentes
- Sangramentos
Dentre esses casos, três foram considerados graves e duas pessoas vieram a óbito.
Com a decisão, estados e municípios serão orientados a interromper temporariamente a aplicação do imunizante. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha declarou, para o portal do Ministério da Saúde, que as doses devem permanecer armazenadas nas redes de refrigeração dos municípios até a conclusão das análises.
A medida não afeta, entretanto, o público que recebeu o imunizante distribuído pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Viçosa, uma vez que a vacina utilizada no município é a Qdenga. O público alvo da campanha no município foi crianças e adolescentes, de 10 a 14 anos, em fevereiro de 2026.
Para as pessoas que receberam doses do imunizante Butantan-DV é orientada a observação, por 21 dias, do estado de saúde e, em caso de sintomas de febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral o Ministério da Saúde orienta a procura de atendimento clínico o mais rápido possível.
O Instituto Butantan foi notificado pela Anvisa e uma equipe de especialistas será convocada para conduzir as investigações sobre os casos. É importante destacar que a medida de suspensão não invalida a eficácia da vacina e, quem já foi imunizado, permanece protegido, destaca portal do Ministério da Saúde.