quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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UFV divulga diretrizes para uso responsável da Inteligência Artificial na Universidade

UFV divulga diretrizes para uso responsável da Inteligência Artificial na Universidade

Documento orienta estudantes e servidores sobre o uso da Inteligência Artificial em atividades acadêmicas e de gestão

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) divulgou, em 16 de setembro de 2026, diretrizes para o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) nas atividades acadêmicas e de gestão da instituição. O documento foi construído pela comunidade universitária, sob coordenação da Pró-reitoria de Ensino, considerando discussões atuais sobre o tema e demandas apresentadas por estudantes e servidores.

As diretrizes têm caráter orientativo e não estabelecem regras rígidas. O documento busca ampliar a conscientização sobre o funcionamento da Inteligência Artificial, estimular a experimentação de suas possibilidades e promover o diálogo sobre riscos relacionados à tecnologia.

Segundo a pró-reitora de Ensino, Cristiane Baquim, a Inteligência Artificial já está presente em diferentes práticas nos três campi da UFV. Ela também cita a aquisição do Gemini, assistente de Inteligência Artificial do Google, como uma iniciativa relacionada a essa realidade.

O documento aborda questões relacionadas à ética, transparência, proteção de dados pessoais e sociais, autoria, inclusão e pensamento crítico na formação acadêmica. Também trata do uso da Inteligência Artificial no ensino, na pesquisa científica, nas práticas docentes e de aprendizagem, na avaliação acadêmica, na extensão universitária e na inclusão.

Construção das diretrizes

O trabalho de sistematização das diretrizes começou em 2024. A elaboração contou com uma comissão e sete grupos de trabalho, além de consultas à comunidade universitária. A construção também considerou recomendações e ações de órgãos nacionais e internacionais, como a Organização das Nações Unidas.

O documento reconhece que a Inteligência Artificial pode contribuir para atividades acadêmicas e de gestão. Entre os exemplos estão a criação de resumos, revisões e correções gramaticais. Também são citadas aplicações mais complexas, como simuladores de ambientes profissionais e tecnologias assistivas.

A UFV orienta que o uso da Inteligência Artificial seja explicitado. As diretrizes também apontam riscos relacionados aos dados utilizados no treinamento dos sistemas, que podem reproduzir preconceitos históricos ou culturais.

Cristiane Baquim destaca que o uso da tecnologia deve contar com supervisão e moderação para evitar impactos na qualidade do aprendizado, na credibilidade das pesquisas e na legitimidade dos processos administrativos.

Outro ponto abordado é a possibilidade de dependência tecnológica e seus impactos sobre a criatividade e a motivação.

Continuidade do trabalho

A UFV informa que o trabalho continuará acompanhando as mudanças e a evolução da Inteligência Artificial. Entre os próximos passos estão a criação de estruturas de governança e investimentos em infraestrutura e suporte relacionados ao uso da tecnologia.

A Universidade também prevê novas capacitações, além das que já são oferecidas. Conforme as diretrizes forem discutidas nas diferentes unidades e instâncias da instituição, as demandas de formação continuada para servidores e estudantes deverão ser atendidas de forma gradual.

Informações: UFV