Moradora levou à Tribuna Livre questionamentos sobre a integração entre os serviços de saúde e o atendimento a pessoas em riscos mentais
A saúde mental foi tema de debate na Câmara Municipal de Viçosa durante a sessão ordinária realizada na segunda-feira (28). A discussão ocorreu dentro das ações de reflexão do Setembro Amarelo, campanha voltada à conscientização e prevenção ao suicídio.
O assunto foi levado à Tribuna Livre pela moradora Amanda de Oliveira Barbosa Félix. Durante o pronunciamento, ela apresentou questionamentos sobre o atendimento municipal e defendeu mudanças nas políticas públicas de acolhimento em Viçosa.
Segundo Amanda, o principal problema não está apenas na estrutura física dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas também na comunicação entre os serviços que integram a rede de atendimento.
Ela explicou que o CAPS funciona como serviço de porta aberta, enquanto a Unidade Básica de Saúde (UBS) representa a porta de entrada comunitária. De acordo com a moradora, a falta de integração com a Atenção Primária à Saúde (APS) pode dificultar a identificação e o encaminhamento de pessoas em risco de suicídio.
Amanda também afirmou que pessoas nessa situação podem procurar unidades de saúde por outros motivos sem passar por rastreamento ou encaminhamento psicológico.
Após o pronunciamento, vereadores se manifestaram sobre o tema. A vereadora Maria Prisca (PT) concordou com a necessidade de discutir as falhas apontadas e destacou a importância de enfrentar o estigma relacionado à busca por atendimento psicológico.
Maria Prisca também informou que pretende solicitar uma audiência pública para tratar da saúde mental com a participação da sociedade.
O vereador Sérgio Marota (PP), presidente da Comissão de Saúde, informou que já havia alinhado com a secretaria do Legislativo a elaboração do requerimento para a realização da audiência. A proposta prevê a participação de Amanda e de especialistas.
A vereadora Jamille Gomes apresentou uma indicação oral ao Executivo para que o município divulgue o protocolo oficial do fluxo de atendimento nas UBSs. Ela também defendeu a ampliação de praças e espaços de convivência nos bairros afastados, com o objetivo de promover a integração da juventude.
O vereador Professor Idelmino (PCdoB) parabenizou Amanda pelo pronunciamento e afirmou que pretende participar da construção do requerimento da audiência pública em conjunto com Maria Prisca e Sérgio Marota.
Também se manifestaram os vereadores Raphael Gustavo (PSD), Rogério Fontes (PP), Dr. Omar (União) e Cristiano Gonçalves (SD). Os parlamentares destacaram a importância do debate e defenderam o fortalecimento da rede de apoio à saúde mental no município.
Informações: Câmara Municiapal de Viçosa

