Carlos Schaefer foi nomeado copresidente de iniciativa científica que reúne pesquisadores de diferentes países para estudar o permafrost e os ambientes periglaciais da região antártica
O professor Carlos Schaefer, orientador do Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Universidade Federal de Viçosa (UFV), assumiu a copresidência do Programa de Pesquisa em Permafrost, Solos e Ambientes Periglaciais da Antártica. A nomeação ocorreu no início de outubro, durante um encontro científico internacional realizado em Varese, na Itália.
O programa integra a Associação Internacional de Permafrost (IPA, na sigla em inglês) e o Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (SCAR). As organizações atuam na coordenação de estudos sobre solos congelados e no desenvolvimento de pesquisas científicas na Antártica e no Oceano Antártico.
A indicação e a posse de Schaefer ocorreram durante o Workshop Internacional do Programa ANTPAS, sigla em inglês para Permafrost, Solos e Ambientes Periglaciais da Antártica. O evento reuniu jovens cientistas de diferentes países para discutir estratégias de ampliação da visibilidade das pesquisas sobre permafrost, tema relacionado aos estudos sobre as mudanças climáticas.
Segundo o professor, o Brasil se destacou pela produção científica e pela liderança nessa área nos últimos 15 anos. Para ele, esse resultado demonstra a participação do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e do Núcleo Terrantar, vinculado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera e sediado na UFV há 25 anos.
Pesquisas monitoram solos congelados
Pesquisadores da UFV mantêm atividades de monitoramento climático em regiões do Ártico, da Antártica e da Cordilheira dos Andes. O trabalho envolve a instalação de pontos de observação para acompanhar a temperatura e a umidade do permafrost, nome dado aos solos que permanecem congelados por longos períodos.
Carlos Schaefer
A rede de monitoramento busca avaliar o derretimento desses solos em diferentes áreas do planeta. De acordo com os pesquisadores, o permafrost armazena o maior estoque global de carbono orgânico.
O descongelamento pode liberar grandes volumes de gases que contribuem para o efeito estufa. O processo também apresenta riscos relacionados à possível liberação de microrganismos causadores de doenças e de elementos contaminantes.
A nomeação de Carlos Schaefer para a copresidência do programa internacional ocorre nesse contexto de pesquisas sobre os solos congelados e seus impactos ambientais. A iniciativa reúne instituições científicas de diferentes países para ampliar o conhecimento sobre esses ambientes e acompanhar as mudanças que ocorrem nas regiões polares.
Informações: UFV

