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Saúde & Bem Estar

Estado investiga surto de Covid-19 no Presídio de Ubá após mais de 80 casos confirmados entre detentos

Até a manhã desta quarta-feira (19), 81 detentos do presídio de Ubá testaram positivo para Covid-19. A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Por causa disso, o Estado investiga se há um surto da doença no local.

O número elevado de detentos com o novo coronavírus na unidade prisional foi revelado pelo G1 na sexta-feira (14). O primeiro caso foi notificado em 6 de agosto. Em oito dias, a doença se espalhou e 55 custodiados testaram positivo. No último fim de semana, mais 26 pessoas tiveram o diagnóstico confirmado para a Covid-19.

Em Ubá, até esta quarta-feira, a SES-MG registrou 757 casos positivos de Covid-19 e 24 óbitos pela doença desde o início da pandemia. O número registrado no presídio em agosto corresponde a quase 10,7% de todos os casos notificados no município.

Na segunda-feira (17), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que foi notificada da “ocorrência de um surto em investigação por Síndrome Respiratória Aguda no Sistema Prisional do município de Ubá”.

Conforme a pasta, um surto de Covid-19 indica uma transmissão potencialmente extensa dentro de um ambiente ou organização. A investigação de surto envolve várias investigações epidemiológicas, de casos e de contato.

A Sejusp explicou que todos os detentos infectados estão com sintomas leves da doença e permanecem na unidade prisional em ambiente separado. As idades dos presos e informações sobre comorbidades não foram divulgadas.

Não há servidores que testaram positivo para a doença. A Secretaria reforçou que o protocolo sanitário de todos servidores está sendo seguido e demais detentos do local usam máscaras de forma preventiva.

Casos nos presídios na Zona da Mata

Em Minas Gerais, até esta quarta-feira, são 679 pessoas que estão sob a custódia do sistema prisional e tiveram diagnóstico positivo para a Covid-19. O Estado tem cerca de 60 mil detentos. Na Zona da Mata, são 97 casos confirmados da doença em presídios durante o mês de agosto.

Os dados da Sejusp apontam 677 presos cumprindo período de quarentena dentro das unidades prisionais, acompanhados pelas equipes de saúde , assintomáticos ou com sintomas leves da doença. Do total de infectados, há um custodiado em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira, e outro internado para melhor acompanhamento do quadro de saúde.

Na região, são 11 casos no Presídio de Matias Barbosa e um na Penitenciária de Juiz de Fora I, na ala feminina. Em Matias, há um detento que segue internado em unidade hospitalar. Nesta terça-feira (18), a Secretaria informou que há quatro casos confirmados de Covid-19 entre detentos do Presídio de Muriaé I.

Em julho, foram contabilizados dois casos confirmados no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora. Um dos detentos, de 53 anos, morreu após ser internado em estado grave no Hospital de Pronto Socorro Doutor Mozart Teixeira (HPS).

Sobre os servidores que trabalham nestas unidades prisionais, o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) informou que “não divulga o total de servidores afastados pela covid-19, porque o número não impacta na prestação dos serviços à população”.

Medidas tomadas

Em nota, a Sejusp ainda informou as principais ações realizadas para prevenir e controlar a disseminação do coronavírus nas unidades prisionais de Minas Gerais. São elas:

Unidades portas de entrada

Foi adotado um modelo de circulação restrita de detentos no período de pandemia, classificado como referência pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para evitar a contaminação por novos presos, foram criadas 30 unidades de referência, distribuídas em todo o território mineiro, que funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos custodiados do sistema prisional.

Suspensão das visitas

Para evitar a disseminação do vírus por meio de contato com o público externo, as visitas foram suspensas, para diminuir a circulação de pessoas externas, assim como a entrega, até então opcional, de kits suplementares contendo alimentos, remédios entre outros itens, para evitar a circulação de materiais contaminados.

Cuidados com quem já está preso

No caso de presos que já se encontram no sistema prisional, caso apresentem sintomas da Covid-19, o protocolo é o seguinte: isolamento imediato, realização de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da saúde.

Evitar a circulação de presos para realização de audiências

Foram instalados equipamentos para a realização de videoconferências judiciais em todas as unidades prisionais que estão, aos poucos, se adaptando para uso dessa ferramenta.

Limpeza geral e desinfecção de ambientes

As áreas estruturais como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias, guaritas e, também, veículos passam por higienização reforçada, semanal, durante a pandemia. A ação é simultânea em todas as 194 unidades do Estado.

Máscaras e EPIs

O sistema prisional está produzindo máscaras para uso nas próprias unidades e segurança de todos. No interior das unidades prisionais já foram mais de 2,7 milhões de máscaras produzidas por custodiados.

Fonte: G1.

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