fbpx
Saúde & Bem Estar

Estudo analisa efetividade dos diferentes materiais de máscaras

Usar a máscara em público tornou-se uma prática recomendada na pandemia de Covid-19. Entretanto, muitos ainda questionam se ela realmente funciona. Um estudo publicado na revista Physics of Fluids, da AIP Publishing (Instituto Americano de Física) mostrou a eficácia das máscaras e o que acontece quando tossimos sem nenhuma proteção.

“Em situações em que não há máscaras sofisticadas disponíveis, qualquer máscara é melhor do que nenhuma máscara para o público em geral para retardar a propagação da infecção”, alertou Padmanabha Prasanna Simha, um dos responsáveis pelo estudo.

 

Os pesquisadores usaram uma técnica chamada de ‘fotografia schlieren’, usada para fotografar o fluxo de fluídos de densidade variável. Com isso, eles conseguiram capturar imagens e rastrear a velocidade e propagação das gotas expelidas na tosse.

O estudo testou a tosse com máscaras (cirúrgica e N95), com as mãos, lenços, cotovelos e sem proteção.

Sem surpresa, eles descobriram que as máscaras N95 são as mais eficazes na redução da propagação horizontal de uma tosse. Elas reduzem a velocidade inicial da tosse e limitam a sua propagação entre 0,1 e 0,25 metros. Já uma tosse descoberta pode viajar até três metros.

Os pesquisadores alertam que a máscara descartável também é eficaz e pode diminuir a distância da tosse para 0,5 metros.

“Mesmo que uma máscara não filtre todas as partículas, se pudermos evitar que as nuvens dessas partículas viajem para muito longe, é melhor do que não fazer nada” – Simha.

Simha e o seu parceiro de pesquisa Prasanna Simha Mohan Rao esperam que as descobertas acabem com o argumento de que as máscaras de tecido regulares são ineficazes, mas eles enfatizam que as máscaras devem continuar a ser usadas em conjunto com o distanciamento social.

“O distanciamento adequado é algo que não deve ser ignorado, já que as máscaras não são infalíveis”, finalizou Simha.

Fonte: G1.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo