fbpx
Minas Gerais

Madalena aparece linda e de cabelos longos. Veja como ela está

Natural de São Miguel do Anta, na Zona da Mata, Madalena foi mantida em situação de escravidão por 38 anos

Após pouco mais de um mês de ter sido resgatada de uma situação de escravidão após 38 anos, em Patos de Minas/MG , Madalena apareceu linda e de cabelos longos recentemente em um ensaio fotográfico. As fotos têm sido registradas pelo perfil ‘Expondo Caso Escravo‘, no Instagram, e publicadas em seu próprio perfil pessoal.

Madalena, de cabelos longos e sorridentes após 38 anos de escravidão. (Foto: Reprodução / Instagram @expondocasoescravo)

Durante o período em que viveu em situações deploráveis, Madalena foi obrigada a raspar os cabelos e a viver com pouquíssimos pertences. Por outro lado, agora ela tem cabelo longos e vive com um sorriso no rosto. Aos poucos, ela vai saboreando o que é ser uma mulher livre e fazendo tudo que foi privada por quase quatro décadas.

O caso

Madalena Gordiano passou os últimos 38 anos sem poder comandar a própria vida, trabalhando em condições escravas, sem receber salário, não ter direitos e vivendo reclusa sob a vigilância dos patrões. Felizmente, no dia 27 de novembro ela foi resgatada por auditores fiscais do trabalho e pela Polícia Federal em um apartamento no Centro de Patos de Minas. Sua irmã gêmea também viveu condições parecidas em São Miguel do Anta/MG.

Segundo o auditor fiscal, Humberto Camasmie, o quarto era bem pequeno. Tinha menos de 3 metros de comprimento por 2 metros de largura, não tinha janelas ou qualquer tipo de ventilação. De acordo com os auditores, Madalena vivia em condições análoga à escravidão, pois não possuía registro em carteira, salário mínimo garantido, férias e não tinha descanso semanal remunerado.

Aos oito anos de idade, Madalena havia batido na casa de uma família em São Miguel do Anta para pedir comida e acabou sendo chamada para morar com eles. A dona da casa era uma professora e se ofereceu para adotá-la. Nesse sentido, sem condições para criar os nove filhos, a mãe de Madalena concordou, mas a adoção nunca foi formalizada.

Após isso, Madalena conta que mal chegou na casa nova e já foi retirada da escola. Além disso, conta também que cresceu ajudando a cuidar da casa e dos filhos dos donos da residência.

Depois de 24 anos de trabalho escravo, ela disse que foi rejeitada e então a solução encontrada foi dar Madalena ao filho da dona da casa, que também é professor e trabalha em uma universidade de Patos de Minas. Entretanto, na nova casa, nada mudou. Isso porque, trabalho de domingo a domingo, sem salário e com jornadas que começavam antes do amanhecer.

Em depoimento, o professor de universidade afirmou que Madalena se recusou a ocupar um quarto maior no apartamento. Além disso, afirmou que foi ela quem quis parar de estudar e que ele não a incentivava a continuar com os estudos porquê não acreditava que ela se beneficiaria. Disse também que não a considerava uma empregada e que ela se sentia parte da família.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo