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Minas GeraisSaúde & Bem Estar

Funed identifica nova variante do coronavírus em seis pacientes que se trataram em MG

Secretaria de Saúde de MG disse não ser possível afirmar que ela esteja em circulação no Estado.

O Laboratório Central da Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, identificou a presença da nova variante do coronavírus P1 em seis pacientes vindos de Manaus para se tratar em Uberaba. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais ontem, segunda-feira (15).

Devido ao colapso na rede de saúde, 18 pacientes foram transferidos do Amazonas, no dia 24 de janeiro, para tratar a Covid-19 no Hospital Regional de Uberaba. Os dois últimos pacientes receberam alta no dia 10 de fevereiro. Ao todos, 10 se curaram e outros oito morreram.

No dia seguinte à chegada a Uberaba, todos foram submetidos a coleta de material para exame de sequenciamento genético para identificar a cepa do vírus. O material seguiu para o Lacen/Funed, que, por meio do sequenciamento genético, constatou a variante P1.

De acordo com a SES, ela é derivada de uma das variantes predominantes no país, a B.1.1.28. A nova linhagem contém uma composição única de mutações, que ocorrem principalmente na proteína spike, responsável pela entrada do vírus nas células humanas.

Em nota, a Prefeitura de Uberaba disse que a Secretaria Municipal de Saúde ainda não foi notificada pela Superintendência Regional e Saúde ou Estado de MG sobre o resultado do exame.

Essa variante, assim como cepa sul-africana, é mais transmissível e mais difícil de ser detectada por anticorpos, de acordo com os primeiros estudos feitos nela. Em todos os lugares do mundo, há uma grande preocupação em relação a todas as variantes do vírus, para que elas sejam rastreadas o quanto antes para tentar impedir que se espalhem.

Circulação da variantes em Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais esclareceu que não é possível afirmar ainda que a nova variante do coronavírus está em circulação em Minas Gerais. Mas que já está sendo realizado a chamada vigilância genômica, desde o dia 21 do mês passado, para identificar possíveis mutações do vírus no Estado.

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