Zema cancelou viagem à Zona da Mata para lidar com a greve das forças de segurança
23 de fevereiro de 2022

O Governo de Minas Gerais informa que as agendas de trabalho do governador Romeu Zema, previstas para quarta-feira (23/2), nas cidades de Cataguases e Leopoldina, na Zona da Mata mineira, foram canceladas. Neste momento, o governador estará empenhado na solução das demandas relacionadas à segurança pública.

O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, indicou, em vídeo divulgado na tarde desta terça-feira (22), que o governo de Minas vai abrir negociação com as forças de segurança para tratar da recomposição salarial de 24%, principal reivindicação da categoria que entrou em greve na segunda-feira (21).

Greco, no entanto, não informou detalhes como as datas das reuniões ou qual é a proposta do governo. “Acabamos de participar de uma reunião a tarde toda com o nosso governador Romeu Zema. […] Foram definidas agendas prioritárias para a resolução da questão da nossa recomposição salarial para os próximos dias”, afirmou ele na gravação.

Pouco tempo depois da divulgação do vídeo, a assessoria de imprensa de Zema informou que o governador cancelou as agendas que teria na quarta-feira (23) nas cidades de Cataguases e Leopoldina, na Zona da Mata. “Neste momento, o governador estará empenhado na solução das demandas relacionadas à segurança pública”, diz o texto divulgado pelo Palácio Tiradentes.

No passado, Zema condicionou a recomposição à aprovação, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), do Regime de Recuperação Fiscal.

“Novos encontros internos estão previstos ao longo da semana, na agenda do governador e dos secretários, para tratar do tema tão importante para os mineiros”, informou o governo em nota enviada à reportagem;

Além secretário Rogério Grego, também participaram da reunião com o governador o secretário de Governo, Igor Eto, e a secretária de Planejamento, Luísa Barreto. Ao lado de Greco na gravação aparecem o chefe da Polícia Civil, Joaquim Silva; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Rodrigo Rodrigues; e o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edgard Estevo da Silva.

Após o encontro, o chefe da Polícia Civil, Joaquim Silva, convocou uma reunião com as entidades de classe da corporação para às 18h30 desta terça-feira (22) na Cidade Administrativa.

Segundo lideranças da segurança pública disseram a O TEMPO, não se trata da abertura de uma negociação porque não foi o governo de Minas que convocou o encontro. O objetivo seria apenas repassar informações da reunião com o governador. 

Na segunda-feira (21), as forças de segurança fizeram um protesto em Belo Horizonte, que contou com a participação de agentes vindo do interior, para cobrar a recomposição e também marcar oposição ao Regime de Recuperação Fiscal, pauta vista como essencial por Zema. Ao fim do movimento, as entidades representativas da categoria decidiram entrar em greve.

Em 2019,  Zema enviou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) concedendo reajuste escalonado em três parcelas de 13% em 2020, 12% em 2021 e 12% em 2022 para as forças de segurança.

Porém, após os deputados aprovarem o texto, o governador mudou de ideia e vetou as duas últimas parcelas, que agora são cobradas pela categoria.

Informrações de O Tempo

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