Viçosa: educação é pauta em reunião da Câmara Municipal
17 de março de 2022

No uso da tribuna Livre da Reunião Ordinária desta terça-feira (15 de março), o morador Paulo Grossi veio a público dizer sobre a greve deflagrada desde o dia 8 de Março na rede Estadual de Educação de Viçosa, que se estende por Minas Gerais. Segundo Paulo, a greve é o último recurso, resultado de um quadro grave que assola os trabalhadores e as trabalhadoras da educação hoje em Minas Gerais, que vivenciam um período de congelamento salarial de mais de 6 anos,  ou seja todas as 8 carreiras educação recebem hoje em 2022 o mesmo salário que recebiam em 2017.

Para reforçar a necessidade da greve, o Diretor Estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) apresentou outros argumentos e ressaltou “a educação sofre um total descaso do Governo Estadual, no qual não há aplicação do Piso Salarial Nacional, uma lei federal que trata todo ano de um reajuste automático que deve ser vinculado ao salário dos trabalhadores em educação. Para o professor em Minas Gerais o piso deveria receber um reajuste de 80% para que haja esse cumprimento da lei, isso sem contar que as ASBs recebem menos de um salário mínimo atualmente” reforçou Paulo. 

Ainda na Tribuna Livre tivemos a participação do Coordenador Geral do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Viçosa, Lucas Zini, que abordou sobre os atuais cortes que a instituição vem sofrendo nos últimos anos. Segundo o estudante, a Universidade teve um corte de quase 7% no orçamento, em 2019 o orçamento foi em torno de 92 milhões de reais, enquanto neste ano de 2022 seria necessário 150 milhões de reais para manter a Universidade aberta até o final do segundo semestre, mas foram repassados 86 milhões. 

Em sua fala o estudante salientou “são 63 milhões de reais que deixaram de ser aplicados na nossa cidade graças aos cortes, são 63 milhões de reais que não vão entrar mais nos cofres públicos de Viçosa que não vão circular mais do Comércio que podem ocasionar novas demissões em massa na universidade”. Ademais, tanto Paulo quanto Lucas convidaram para a manifestação que ocorreu às 16h na Praça Silviano Brandão para reivindicar os direitos à educação, que contou tanto com profissionais da educação quanto estudantes.

Moção de Repúdio 

Já no Grande Expediente, o Presidente da comissão de educação, Ciência e Tecnologia,  Vereador Bartomélio Martins (Professor Bartô) (PT), apresentou a Moção 005/2022 em repúdio ao descumprimento da Lei que garante o reajuste no salário dos servidores da educação por parte do Governo do Estado de Minas Gerais. Como justificativa o Vereador disse que esta atitude é um descaso com a educação que não pode mais ser tolerada.  

Fonte: Câmara de Viçosa

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