sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Pesquisadores da UFV descobrem produto que elimina o mosquito da dengue sem danos à saúde humana e ao meio ambiente

Pesquisadores da UFV descobrem produto que elimina o mosquito da dengue sem danos à saúde humana e ao meio ambiente

Por oferecer uma alternativa aos inseticidas convencionais, esses produtos são de interesse para empresas e governos que pretendem reduzir a proliferação do Aedes aegypti; pesquisa foi feita na UFV.

Os pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) descobriram um novo produto para eliminação do Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Os cientistas provaram a eficácia de “alquilpoliglicosídeos” na eliminação do mosquito sem danos à saúde humana e o meio ambiente.

Larvas do mosquito Aedes aegypti, foto ilustrativa — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue se tornou um problema de saúde pública no Brasil neste ano. De janeiro até a terceira semana de agosto, foram mais de 1,3 milhão de casos da doença, quase o triplo do mesmo período do ano passado. Casos de chikungunya e de zika também tiveram aumento acentuado.

A pesquisa trata do uso de alquilpoliglicosídeos – surfactantes naturais obtidos de fontes renováveis – para o controle de larvas de mosquitos. Com a proposta, os pesquisadores obtiveram uma patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no fim de outubro deste ano.

Segundo a divulgação da UFV, os surfactantes propostos são apresentados como uma nova forma de controle de larvas aquáticas, inclusive aquelas resistentes aos inseticidas convencionais, tendo em vista a diferente forma de ação do produto.

“Os alquilpoliglicosídeos interferem no ambiente em que as larvas vivem por meio de alterações na tensão superficial da água, o que dificulta o posicionamento correto das larvas para a realização de trocas gasosas com a atmosfera”, explicou.

Ainda conforme a publicação sobre a pesquisa, pela ação ser direcionada ao meio e não no metabolismo, os alquilpoliglicosídeos têm menor probabilidade de selecionar populações resistentes, diferentemente do que ocorre com os inseticidas convencionais.

O trabalho desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia e Biodiversidade para o Meio Ambiente, coordenado pelo professor Marcos Rogério Tótola, pode revolucionar a forma como o mundo combate doenças veiculadas por mosquitos.

Por oferecer uma alternativa aos inseticidas convencionais, esses produtos são de interesse para empresas e governos que pretendem reduzir a proliferação do Aedes aegypti.

Informações g1