Ubá e Barbacena registram maiores taxas de homicídios na Zona da Mata, aponta Atlas da Violência
27 de maio de 2026
Levantamento de 2026 indica que, proporcionalmente à população, Ubá supera Juiz de Fora em violência letal
Ubá e Barbacena lideram o ranking de taxas de homicídios na Zona da Mata em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026. O estudo foi divulgado na terça-feira, (26), e é elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o levantamento, Ubá registrou 37 homicídios no período, sendo 7 classificados como homicídios ocultos. A taxa estimada é de 34,5 mortes por 100 mil habitantes. Barbacena aparece em seguida, com 16 homicídios, dos quais 3 são considerados ocultos, e taxa de 12,3 por 100 mil habitantes.
Juiz de Fora apresentou o maior número absoluto de casos, com 49 homicídios, incluindo 1 oculto. No entanto, a taxa proporcional é de 8,7 por 100 mil habitantes, inferior à de Ubá e Barbacena. Muriaé registrou 9 homicídios, com 1 oculto, e taxa de 8,3 por 100 mil habitantes.
O estudo utiliza dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. A contabilização inclui mortes por agressão, intervenção legal e operações de guerra.
O relatório também aponta aumento das Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Esse fator dificulta a identificação precisa de homicídios. Para reduzir essa limitação, os pesquisadores utilizaram inteligência artificial para estimar os chamados homicídios ocultos, que são casos com indícios de violência, mas sem classificação conclusiva.
Mesmo com menor número absoluto, Ubá apresenta taxa proporcional cerca de 4 vezes maior que a de Juiz de Fora. O município também concentra o maior número de homicídios ocultos entre as cidades analisadas, o que pode indicar subnotificação ou dificuldade na classificação das ocorrências.
Os dados fazem parte do recorte regional do Atlas da Violência e permitem comparação entre municípios com base na população, ampliando a análise sobre a incidência de mortes violentas.
Fonte: G1 Zona da Mata