segunda-feira, 22 de junho de 2026
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Minas Gerais tem pior índice de segurança rodoviária do Sudeste, aponta CNT

Minas Gerais tem pior índice de segurança rodoviária do Sudeste, aponta CNT

Levantamento indica que 30,9% das rodovias mineiras estão na faixa de baixo nível de segurança

Minas Gerais registrou o pior desempenho entre os estados do Sudeste no indicador de segurança da infraestrutura rodoviária, segundo o Painel Rodovias que Perdoam, da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento aponta que 30,9% das rodovias avaliadas no estado estão na faixa de baixo nível de segurança.

O estudo informa ainda que 22,4% da malha rodoviária mineira apresenta alto índice de segurança. Outros 46,7% estão classificados em nível intermediário. Os dados consideram trechos avaliados em diferentes condições de infraestrutura.

O indicador “rodovia que perdoa” mede a capacidade da via de reduzir as consequências de acidentes. A CNT analisa itens como acostamento, sinalização, barreiras de proteção e geometria da pista. A ausência desses elementos pode ampliar os efeitos de falhas humanas e problemas mecânicos.

Na comparação regional, São Paulo lidera com 67,6% dos trechos em alto nível de segurança e 4,7% na faixa de baixo desempenho. O Rio de Janeiro registra 52,2% em alto nível e 6,3% em baixo. O Espírito Santo apresenta 23,8% em alto nível e 13,3% em baixo nível de segurança.

A CNT informa que o uso de rodovias em condições inadequadas aumenta, em média, 34,8% os custos operacionais do transporte. O dado considera impactos no consumo de combustível, manutenção de veículos e tempo de deslocamento.

A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, afirma que Minas Gerais concentra fluxo de cargas e passageiros por sua posição na logística nacional, o que amplia a demanda por manutenção e investimentos na rede rodoviária.

O levantamento identifica que 65,4% das rodovias mineiras apresentam algum tipo de deficiência em pavimento, sinalização ou geometria. Em 46,4% dos trechos, a geometria é classificada em condição ruim ou péssima. Em 55,1% não há acostamento. Em 25,3% das curvas não há sinalização adequada. Em 87,9% das vias há pista simples.

A pesquisa registra 138 pontos críticos em rodovias do estado, incluindo erosões, buracos de grandes dimensões, pontes estreitas e quedas de barreira.

Minas Gerais possui cerca de 272 mil quilômetros de rodovias, o equivalente a 16% da malha rodoviária nacional. A CNT aponta que a extensão da rede amplia a complexidade de manutenção e recuperação, mas não explica isoladamente os índices de segurança.

A entidade estima necessidade de R$ 15,84 bilhões para recuperação da malha avaliada no estado. O levantamento também compara rodovias concedidas e públicas. Nas concedidas, 60,2% dos trechos estão em alto nível de segurança. Nas públicas, 1,5% alcança esse nível, enquanto 46,6% está na faixa mais baixa.

O estudo indica oito rodovias com 100% dos trechos em baixo nível de segurança: LMG-633, LMG-820, MG-114, MG-308, MG-449, MG-605, MG-677 e BR-464, localizada nas regiões Sul e Triângulo Mineiro.

A CNT afirma que os dados apontam necessidade de investimentos em pavimentação, sinalização, acostamentos, contenção e adequações geométricas na malha rodoviária do estado.

Fonte: Rádio Mega Hits/ G1 Zona da Mata