Ação das polícias Civil e Militar cumpriu 19 mandados de busca em quatro municípios e investiga rede ligada ao tráfico de animais silvestres.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deflagraram, na quarta-feira (01), a Operação Libertas, voltada ao combate ao tráfico de animais silvestres e a outros crimes ambientais. A ação resultou na prisão de sete pessoas, na condução de outras seis para prestarem esclarecimentos e na apreensão de mais de 150 aves silvestres.
As equipes cumpriram 19 mandados de busca nos municípios de Juiz de Fora, Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo, na Zona da Mata.
Em Santos Dumont, os policiais identificaram uma rede investigada por atuar na caça e no comércio ilegal de aves. Seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e manutenção de animais silvestres em cativeiro.
Nas demais cidades, outras três pessoas foram conduzidas por infrações penais relacionadas à manutenção irregular de animais silvestres em cativeiro.
Entre os animais apreendidos estão exemplares de curió, espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção em Minas Gerais. Também foram encontrados corrupiões, trinca-ferros, coleirinhos e outras aves nativas que costumam ser alvo do tráfico de fauna silvestre.
Do total de aves apreendidas, 65 foram localizadas em diferentes endereços alvos da operação no município de Rio Novo.
Cerca de 80 policiais participaram da operação. A ação contou com apoio do Ministério Público, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF), por meio do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras).
As aves resgatadas foram encaminhadas ao Cetras, onde passarão por avaliação veterinária e pelos procedimentos previstos para recuperação e destinação, conforme critérios técnicos e a legislação ambiental.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar os fatos relacionados à atuação do grupo investigado e aos demais crimes ambientais identificados durante a operação.
