Levantamento indica aumento de preços em seis dos sete grupos analisados e elevação no custo da cesta básica no mês
O Índice de Preços ao Consumidor de Viçosa (IPC-Viçosa) registrou inflação de 0,71% em junho de 2026. O dado foi divulgado pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e indica que os preços de bens e serviços no município ficaram, em média, mais altos no período.
Com o resultado, o município acumula inflação em todos os meses do primeiro semestre de 2026. Segundo o boletim, o índice de junho foi o segundo menor do ano. No cenário nacional, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação oficial, apresentou variação de 0,41% no mesmo mês.
O levantamento do IPC-Viçosa considera os gastos de uma família com quatro pessoas, com renda entre um e seis salários-mínimos. A pesquisa acompanha os preços de 421 produtos em 246 estabelecimentos comerciais do município.
Entre os grupos que compõem o índice, seis apresentaram variação positiva em junho. O grupo Vestuário teve a maior alta, com 5,55%. Em seguida aparecem Alimentação (0,91%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,83%), Habitação (0,31%), Educação e Despesas Pessoais (0,14%) e Artigos de Residência (0,07%). Apenas Transporte e Comunicação registrou queda, com variação de -0,29%.
O custo da cesta básica também aumentou em junho, com alta de 2,07%. Apesar de inferior aos dois meses anteriores, o resultado representa a quinta elevação registrada em 2026. O cálculo da cesta considera os itens definidos pelo Decreto-lei nº 399, de 1938, e tem como objetivo medir o impacto no poder de compra do salário-mínimo.
O boletim é divulgado mensalmente pelo Departamento de Economia da UFV, que acompanha a evolução dos preços no município desde 1985. Os dados também permitem analisar o comportamento do consumo local e a variação de custos ao longo do tempo.
Informações: Departamento de Economia UFV
