Operação conjunta identificou irregularidades trabalhistas em fazendas
Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Minas Gerais, pela Auditoria-Fiscal do Trabalho em Minas Gerais e pela Polícia Federal (PF) resultou no resgate de 89 trabalhadores que atuavam na colheita de café em propriedades rurais nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu.
De acordo com as informações divulgadas, 45 trabalhadores foram encontrados em uma propriedade, 32 em uma segunda fazenda e outros 12 em uma terceira.
Durante a fiscalização, os órgãos identificaram que os trabalhadores não possuíam registro em carteira de trabalho. A operação também constatou a ausência de equipamentos de segurança para a execução das atividades.
As equipes verificaram ainda que os trabalhadores estavam alojados em condições degradantes. Nas frentes de trabalho, não havia instalações sanitárias disponíveis, o que obrigava os trabalhadores a utilizarem áreas de mata para atender às necessidades fisiológicas.
Após a operação, o Ministério Público do Trabalho firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com um dos empregadores envolvidos. O acordo prevê medidas relacionadas às irregularidades identificadas durante a fiscalização.
Até o momento, aproximadamente R$ 654,6 mil foram pagos aos trabalhadores resgatados a título de verbas rescisórias.
A ação foi conduzida de forma integrada pelo Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, pela Auditoria-Fiscal do Trabalho em Minas Gerais e pela Polícia Federal. As fiscalizações ocorreram nas três propriedades rurais localizadas nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu, onde foram identificadas as irregularidades nas condições de trabalho e de alojamento dos empregados envolvidos na colheita de café.
Informações e imagem: MPT MG
