Levantamento da Fecomércio MG aponta concentração de MEIs em Juiz de Fora, Ubá e Visconde do Rio Branco
Um estudo do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio MG aponta a presença do Microempreendedor Individual (MEI) em municípios da Zona da Mata Mineira. Dados de 2026, com base na Receita Federal e no Portal do Empreendedor, indicam que Juiz de Fora, Ubá e Visconde do Rio Branco somam cerca de 70 mil registros ativos.
Juiz de Fora ocupa a quarta posição no estado em volume de MEIs, com 59.136 cadastros. Em Ubá, são 7.974 registros, o que corresponde a 7,42% da população local, com 74,23 MEIs por mil habitantes. Visconde do Rio Branco contabiliza 2.799 inscrições, equivalentes a 6,88% dos moradores, com 68,75 MEIs por mil habitantes.
O estudo mostra predominância dos setores de comércio e serviços. Em Ubá, serviços representam 50,88% dos registros, seguidos por comércio, com 26,72%, e indústria, com 13,62%. Em Visconde do Rio Branco, serviços somam 48,62%, comércio 27,30% e indústria 14,08%. A construção civil responde por cerca de 8,6% a 9,7% nas duas cidades, enquanto a agropecuária apresenta participação menor.
O perfil dos microempreendedores indica maior presença masculina. Em Ubá, homens representam 54,72% e mulheres 45,28%. Em Visconde do Rio Branco, os percentuais são de 55,13% e 44,87%, respectivamente. A faixa etária entre 21 e 50 anos concentra a maioria dos registros, com 73,71% em Ubá e 74,46% em Visconde do Rio Branco.
Quanto à forma de atuação, o estabelecimento fixo lidera. Em Visconde do Rio Branco, 46,13% dos MEIs operam nesse modelo. Em Ubá, o índice é de 32,08%. Atividades porta a porta, ambulantes ou em postos móveis representam 27,94% em Ubá e 20,73% em Visconde do Rio Branco. O uso de canais digitais aparece em 20,68% dos registros em Ubá e 16,67% em Visconde do Rio Branco.
O levantamento também aponta desafios. Segundo a Fecomércio MG, a inadimplência fiscal e a irregularidade nas contribuições previdenciárias persistem no país, onde 38% dos microempreendedores mantêm os pagamentos em dia.
De acordo com o economista da entidade, Henrique Braga, o programa MEI tem papel na formalização e na geração de renda. Ele afirma que a continuidade das atividades depende de acesso a capacitação, orientação financeira, crédito e inovação.
A Fecomércio MG representa o setor de comércio de bens, serviços e turismo no estado, com mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. A entidade também administra o Sesc e o Senac em Minas Gerais.
Informações: Fecomercio

