Pesquisadores instalam sensores em área de permafrost para coletar dados sobre temperatura e umidade do solo congelado
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) participam de uma expedição na Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, para ampliar uma rede global de monitoramento de clima. A iniciativa busca acompanhar mudanças em áreas de permafrost, que são solos congelados presentes em regiões sensíveis às alterações climáticas.
A expedição começou no dia 22 de julho e segue até 7 de agosto. Participam os professores Márcio Francelino e Carlos Ernesto Schaefer, além do doutorando Alex Pinheiro. O trabalho ocorre em parceria com o pesquisador do Instituto Ártico e Antártico Russo Ivan Alekseev.
Durante a atividade, os pesquisadores instalam equipamentos no cume de um antigo vulcão, a 1.150 metros de altitude, na região de Klyuchi. Os sensores vão medir continuamente a temperatura e a umidade do solo congelado, permitindo a coleta de dados sobre o comportamento térmico do permafrost.
Segundo a equipe da UFV, as informações obtidas ajudam no acompanhamento dos impactos do aquecimento global e podem contribuir para estudos sobre o derretimento das camadas de solo congelado e a liberação de gases de efeito estufa na atmosfera.
A rede de monitoramento criada pelos pesquisadores já reúne pontos de observação no Ártico, na Antártica e na Cordilheira dos Andes. Em mais de 20 anos de expedições, a equipe instalou mais de 30 locais de monitoramento na Antártica, por meio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), e oito na Cordilheira dos Andes.
Os dados coletados pelos sensores são utilizados em modelos preditivos relacionados às mudanças climáticas. Além da instalação dos equipamentos, a equipe também realizou a coleta de perfis de solos classificados como Andossolo, de influência vulcânica regional. O material fará parte da pesquisa de doutorado de Alex Pinheiro no Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo e Nutrição de Plantas da UFV.

