segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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IPC-Viçosa registra inflação de 0,66% em setembro, enquanto cesta básica cai 1,22%

IPC-Viçosa registra inflação de 0,66% em setembro, enquanto cesta básica cai 1,22%

Índice voltou a registrar alta após deflação em agosto; custo da cesta básica caiu pelo terceiro mês consecutivo e ficou em R$ 573,82

O Índice de Preços ao Consumidor de Viçosa (IPC-Viçosa) registrou inflação de 0,66% em setembro de 2025, após uma deflação de 0,20% em agosto. No mesmo período, o custo da cesta básica de alimentação caiu 1,22%, passando de R$ 580,92 para R$ 573,82. Os dados são do Departamento de Economia da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O IPC-Viçosa acompanha, desde 1985, a evolução dos preços de bens e serviços pagos pelos consumidores de Viçosa. A pesquisa considera uma família de quatro pessoas com renda entre um e seis salários-mínimos. Mensalmente, são levantados os preços de 421 produtos em 246 estabelecimentos comerciais do município.

Dos sete grupos que compõem o índice, quatro registraram aumento em setembro. Habitação teve alta de 2,59%, seguida por Alimentação, com 1,03%, Artigos de Residência, com 1%, e Vestuário, com 0,33%. Saúde e Cuidados Pessoais manteve estabilidade.

Educação e Despesas Pessoais registrou queda de 0,20%, enquanto Transporte e Comunicação teve redução de 1,40%. O grupo Habitação teve o maior impacto sobre o resultado do mês, principalmente devido ao aumento de 11,69% na energia elétrica residencial.

Segundo o IPC-Viçosa, a elevação da energia ocorreu após a retirada do Bônus de Itaipu das faturas de setembro. O desconto havia sido aplicado nas contas de consumidores residenciais e rurais em agosto.

No grupo Alimentação, que possui o maior peso na composição do índice, os preços subiram 1,03%. Entre os produtos com maiores altas estão maracujá, com 43,61%; laranja, com 40,26%; abacate, com 35,81%; batata-doce, com 26,20%; manga, com 25,68%; mamão, com 25,42%; e limão, com 21,58%.

Já em Transporte e Comunicação, a principal queda ocorreu no transporte coletivo urbano. A tarifa do ônibus municipal passou de R$ 3,50 para R$ 3,00, uma redução de 14,29%. A medida entrou em vigor em 1º de setembro e teve previsão de vigência entre setembro e dezembro de 2025.

No acumulado de 2025 até setembro, o IPC-Viçosa registrou alta de 7,41%. Considerando os últimos 12 meses, o índice acumulou aumento de 9,14%.

Cesta básica

O custo da cesta básica caiu 1,22% em setembro. A redução ocorreu pelo terceiro mês consecutivo e foi influenciada principalmente pelas quedas nos preços da banana, de 18,38%; da batata inglesa, de 9,19%; e do tomate, de 4,60%. De acordo com o levantamento, as reduções desses produtos ocorreram em razão do aumento da oferta no mercado.

A cesta básica custou R$ 573,82 em setembro, R$ 7,10 a menos que em agosto. Para um trabalhador que recebeu o salário-mínimo de R$ 1.518,00, a compra dos produtos da cesta representou 37,80% da renda. Em agosto, o percentual havia sido de 38,27%.

Após a compra da cesta, restaram R$ 944,18 para as demais despesas. O levantamento também aponta que foram necessárias 83,16 horas de trabalho para adquirir a cesta básica em setembro. Em agosto, eram necessárias 84,19 horas.

O IPC-Viçosa também apontou que a redução do custo da cesta em setembro acompanhou o comportamento registrado em outras cidades brasileiras. Segundo pesquisa conjunta da Conab e do Dieese, houve queda em 22 das 27 capitais dos estados brasileiros.

Os dados do IPC-Viçosa e as séries históricas do índice são divulgados pelo Departamento de Economia da UFV.

Informações: DEE UFV