Segunda votação teve 56 votos favoráveis e 11 contrários.
Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão ocorreu nesta sexta-feira (11), após uma segunda votação realizada pelo Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região.
Na primeira votação, iniciada na quinta-feira (10) e encerrada na manhã desta sexta-feira, os funcionários da categoria na base sindical haviam rejeitado a proposta. Diante do cenário nacional e da adesão à greve, uma nova votação ocorreu das 18h às 20h.
O acordo recebeu 56 votos favoráveis, correspondentes a 84% dos votos. Outros 11 funcionários votaram pela rejeição, representando 16%.
A base territorial do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região possui 16 agências do Banco do Brasil. Segundo a entidade, cinco aderiram à greve: Piranga, Visconde do Rio Branco, Viçosa, Raul Soares e São Pedro dos Ferros.
No cenário nacional, as assembleias tiveram decisões diferentes. Parte dos funcionários rejeitou a proposta e manteve a greve, enquanto outros sindicatos optaram por novas negociações ou pela aprovação do acordo.
Negociação com o Banco do Brasil
O Banco do Brasil retomou as negociações na terça-feira (8) e informou que havia chegado ao limite da proposta apresentada. O banco também citou restrições da legislação eleitoral para estatais em anos de eleições.
Segundo as informações divulgadas pelo sindicato, não houve inclusão de novos itens na proposta. Durante a reunião, o banco prestou esclarecimentos sobre pontos que estavam pendentes, entre eles o abono de R$ 3 mil.
O pagamento é destinado ao público definido pela Campanha de Adimplência 2026. Cerca de 71,5 mil funcionários de áreas de negócio e apoio estão incluídos. Funcionários de áreas táticas e estratégicas não fazem parte desse grupo.
O Banco do Brasil informou que o valor não corresponde a uma nova meta individual. O pagamento ocorrerá caso o banco alcance o indicador de adimplência previsto na campanha.
Principais pontos do acordo
A proposta inclui adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi e compromisso de estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração.
Também prevê crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases.
A licença-paternidade passa de 20 para 35 dias. O auxílio para filhos com deficiência aumenta de R$ 760,48 para R$ 874,55.
O salário de referência da Central de Relacionamento passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027.
A proposta também prevê financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência, abono de até cinco dias para deslocamento e realização de provas da ANBIMA e medidas relacionadas à violência doméstica.
Entre outros pontos, estão o abono da ausência em 31 de dezembro de 2026, indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil e apresentação de um novo modelo para enfrentamento ao endividamento dos funcionários.
O acordo ainda prevê contratação da Cassi para atendimento do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), além da participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais previsto na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).
Fonte: Sindicato dos bancários de Ponte Nova

