Consulta realizada pelo Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região teve 80% de votos contrários e 20% favoráveis à proposta do banco.
Os empregados da Caixa Econômica Federal que integram a base do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região votaram uma nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
A consulta ocorreu de forma virtual entre 18h do dia 17 de setembro e 13h do dia 18. Segundo o sindicato, 80% dos participantes rejeitaram a proposta e 20% votaram pela aceitação.
Os empregados estão em greve há uma semana. Entre as principais pautas da categoria está o custeio do Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos trabalhadores.
Os empregados reivindicam o retorno da proporção de 70% de participação da Caixa e 30% dos empregados no custeio do plano. Pela proposta apresentada pelo banco, o limite de participação da Caixa passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.
A proposta mantém o modelo solidário do Saúde Caixa, sem cobrança diferenciada por faixa etária. Também prevê que não haverá reajuste das mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano.
O banco propôs ainda a presença de pelo menos um empregado dedicado ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas. A proposta também prevê a criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
Mudanças no Super Caixa
A proposta apresenta mudanças no programa Super Caixa para o segundo semestre de 2026 e compromissos para 2027.
Entre as alterações está a individualização dos indicadores NS e CSAT. A habilitação passará a considerar o NS individual dos empregados. O CSAT será aplicado ao gestor-chefe da unidade.
A proposta também prevê que a habilitação inicial no Super Caixa passe de 25% para 50% da premiação no segundo semestre de 2026.
A Caixa informou ainda que pretende acelerar a atualização das vendas e dos resultados no painel do programa. Quando o registro não puder ocorrer de forma imediata, a informação deverá aparecer em até cinco dias após o pagamento realizado pelo cliente.
Uma comissão ficará responsável pela análise de casos individuais e recursos.
Para 2027, estão previstos estudos sobre novos produtos, revisão da metodologia de satisfação dos clientes e negócios sustentáveis, além da revisão das regras de gatilho e da faixa de premiação.
Atendimento híbrido e trabalho remoto
A proposta também trata do Figital, Genesys e atendimento híbrido. Segundo a Caixa, não haverá penalização relacionada a esses indicadores em 2026.
Para 2027, o intervalo considerado deverá passar de cinco para dez minutos. O indicador também não será utilizado no Alcance.Caixa.
A Caixa informou que o projeto continuará como piloto e que discutirá o modelo com as representações dos empregados antes da definição para 2027.
O trabalho remoto será incluído nas discussões do Grupo de Trabalho Trajetória. A empresa informou que pretende realizar reuniões específicas para avaliar mudanças no modelo existente.
Carreira e prêmio
Sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG) e carreira, a Caixa assumiu o compromisso de criar espaços de discussão com a representação dos empregados.
Para os trabalhadores da área de Tecnologia da Informação, a empresa informou que o estudo de um novo piso salarial específico foi incluído no trabalho realizado pela Deloitte.
A Caixa manteve a proposta de pagamento de R$ 3 mil por empregado, relacionada ao resultado do Índice de Eficiência Operacional de 2026. Segundo a proposta, o índice já havia sido atingido em junho.
O texto também mantém os direitos previstos nos Acordos Coletivos de Trabalho específicos e na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
Caso a proposta seja aprovada, o dia paralisado em 20 de agosto será abonado. Os dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias.
Se houver aprovação até 21 de setembro, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Super Caixa, o Bônus A e o abono de R$ 3 mil serão pagos no dia 30.

