quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Prefeitura de Viçosa afirma que medidas de acessibilidade já estão em andamento após decisão do TJMG

Prefeitura de Viçosa afirma que medidas de acessibilidade já estão em andamento após decisão do TJMG

Município deverá apresentar plano de trabalho em 180 dias e executar ações determinadas pelo Tribunal em até 360 dias.

A Prefeitura de Viçosa informou, nesta terça-feira (22), que parte das medidas relacionadas à acessibilidade determinadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já faz parte das ações realizadas pelo município.

A manifestação foi divulgada após o TJMG ampliar as medidas que deverão ser adotadas pela Prefeitura em uma Ação Civil Pública sobre acessibilidade urbana. A decisão determinou que o município apresente, em até 180 dias, um plano de trabalho para implementar as medidas e execute as ações em até 360 dias.

Entre as obrigações determinadas pelo Tribunal estão a fiscalização da construção, reconstrução e conservação de calçadas, além da notificação e aplicação de sanções aos proprietários que descumprirem a legislação.

A decisão também determina que o município impeça o uso de passeios para manobras, estacionamento ou parada de veículos. A Prefeitura deverá ainda remover obstáculos que prejudiquem a circulação de pedestres e instalar sinalização tátil de alerta em mobiliários urbanos que possam oferecer risco às pessoas com deficiência.

Em nota, a Prefeitura afirmou que já realiza fiscalização de lotes e imóveis, vistorias, notificações, aplicação de multas e ações relacionadas à adequação de calçadas.

Segundo o município, o próprio acórdão do TJMG reconhece a realização de fiscalizações, notificações, autuações, ações educativas e outras providências adotadas pela administração.

A Prefeitura também informou que realiza medidas relacionadas ao georreferenciamento do município. A ação busca atualizar os dados cadastrais dos imóveis.

Outro ponto citado na nota é o estacionamento rotativo. Segundo a Prefeitura, existem estudos e providências administrativas em andamento para a implantação do sistema.

O TJMG manteve a decisão que rejeitou o pedido de implantação imediata do estacionamento rotativo. O Tribunal também negou o pedido do Ministério Público de condenação do município ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

De acordo com a Prefeitura, a decisão judicial reconhece que o município adota providências relacionadas à acessibilidade e que as medidas realizadas afastam a caracterização de abandono ou completa indiferença do Poder Público.

A Ação Civil Pública foi ajuizada pela Promotoria de Justiça de Defesa das Pessoas com Deficiência e das Pessoas Idosas de Viçosa, em junho de 2023. O processo teve origem em uma apuração sobre o cumprimento de normas federais e municipais de acessibilidade e mobilidade urbana.

Durante a apuração, foram apontados problemas como ausência de sinalização tátil, falhas na adaptação de semáforos para pessoas com deficiência visual e falta de fiscalização das condições das calçadas.

O acórdão também citou relatório técnico elaborado por professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O documento apontou inclinações excessivas, ausência de sinalização podotátil, travessias inadequadas, desníveis, degraus e obstáculos em calçadas.

A Prefeitura informou que respeita a decisão judicial e continuará atuando na fiscalização e no cumprimento das medidas. O município também comunicou que solicitou uma alteração no fluxo interno de fiscalização para agilizar as ações e as sanções previstas.

A decisão do TJMG foi tomada após recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais contra a sentença de primeira instância, que havia determinado apenas a adequação do parque semafórico às normas de acessibilidade.