quarta-feira, 17 de junho de 2026
Urgente

Extravasamento de reservatório da Vale atinge área da CSN em Congonhas

Extravasamento de reservatório da Vale atinge área da CSN em Congonhas

Ocorrência registrada após chuvas intensas mobilizou Defesa Civil e órgãos estaduais

Um reservatório da Vale transbordou na madrugada deste domingo (25), no limite entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. O extravasamento fez com que água com sedimentos atingisse áreas pertencentes à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A ocorrência foi confirmada pela Prefeitura de Congonhas. Não há registro de feridos.

Inicialmente, informações preliminares apontaram o rompimento de um dique. Posteriormente, a Vale esclareceu que houve o extravasamento de água com sedimentos de uma cava de mina, estrutura utilizada na extração mineral. Segundo a empresa, a cava pertence à mina de Fábrica.

Imagens divulgadas mostram o fluxo de água alcançando áreas operacionais da CSN após o extravasamento. De acordo com a Companhia Siderúrgica Nacional, o volume de água provocou alagamentos na unidade Pires, de propriedade da CSN Mineração. Entre os locais atingidos estão o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e áreas de embarque.

O Corpo de Bombeiros informou que cerca de 263 mil metros cúbicos de água com sedimentos vazaram durante o episódio. Apesar do volume, o CBMMG informou que não foi acionado para atendimento da ocorrência até o momento.

A Vale comunicou, por meio de nota, que as causas do extravasamento estão sendo apuradas. A empresa informou ainda que pessoas e comunidades da região não foram afetadas e que os órgãos competentes foram acionados. A mineradora destacou que o ocorrido não tem relação com as barragens da empresa na região, que permanecem com condições de estabilidade monitoradas de forma contínua.

Segundo a Prefeitura de Congonhas, o extravasamento ocorreu após chuvas intensas registradas na região no sábado (24). O reservatório teria a função de reter água pluvial, mas não suportou o volume acumulado.

A Defesa Civil Municipal e o secretário de Meio Ambiente de Congonhas se deslocaram até o local para acompanhamento da situação. A Defesa Civil Estadual também enviou equipes para avaliar as causas da ocorrência e verificar possíveis impactos ambientais e humanos.

A CSN informou que acompanha a situação desde os primeiros momentos e que as autoridades responsáveis já foram comunicadas. A empresa ressaltou que suas estruturas de contenção de sedimentos operam normalmente. As apurações seguem em andamento pelos órgãos competentes.

Informações: g1 zona da mata