Paulo Cesar Stringheta venceu na categoria Ciência de Alimentos e Nutrição; outros dois trabalhos da UFV ficaram entre os semifinalistas
O professor e pesquisador Paulo Cesar Stringheta, do Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), recebeu o Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 na categoria Ciência de Alimentos e Nutrição. A premiação foi concedida pelo livro Antocianinas: explorando cores, reações químicas, estabilidade, extração, biodisponibilidade e benefícios à saúde. A cerimônia ocorreu em 11 de agosto, em São Paulo.
Stringheta foi o único pesquisador de Minas Gerais a conquistar a premiação nesta edição. Ele também é o primeiro professor da UFV a receber o Prêmio Jabuti Acadêmico desde a criação da categoria.
O Prêmio Jabuti Acadêmico é uma modalidade do Prêmio Jabuti voltada para livros acadêmicos, científicos, técnicos e didáticos. A iniciativa foi criada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Atualmente, a premiação possui 26 categorias.
O livro premiado aborda as antocianinas, pigmentos vegetais naturais pertencentes à família dos flavonoides. Essas substâncias estão relacionadas às cores vermelha, roxa e azul encontradas em alimentos como berinjela, uva, repolho roxo, morango e ameixa.
A publicação também trata da estabilidade desses compostos e de métodos de extração. As antocianinas são sensíveis a fatores como calor e oxigenação, que podem afetar suas propriedades. A obra reúne métodos industriais de extração, técnicas para obtenção de corantes e estratégias relacionadas ao aproveitamento dos antioxidantes pelo organismo.
O trabalho reúne quase 500 páginas e foi publicado pela Editora Appris. Segundo Stringheta, mais da metade das cerca de 170 teses e dissertações orientadas por ele trata das antocianinas e de temas relacionados.
O professor afirma que o conteúdo reúne pesquisas iniciadas durante seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e desenvolvidas ao longo de sua carreira na UFV. A obra também presta homenagem ao seu orientador de doutorado, Paulo Anna Bobbio (1926-2001), que participou dos estudos sobre pigmentos naturais no país.
Além do livro premiado, outros dois trabalhos ligados à UFV ficaram entre os semifinalistas do Jabuti Acadêmico 2026. Um deles foi o e-book Educação Alimentar e Nutricional: Jogos Didáticos para Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), produzido por pesquisadores do Departamento de Nutrição e Saúde.
A publicação ficou entre as dez semifinalistas da categoria Ciência de Alimentos e Nutrição. O material apresenta jogos didáticos voltados à educação alimentar e nutricional de crianças com TEA. O conteúdo é destinado a profissionais e estudantes de Nutrição, familiares, cuidadores e demais interessados.
O segundo trabalho foi o livro Fitoterapia: da ancestralidade à atualidade científica, do professor João Paulo Viana Leite, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFV. A obra ficou entre os semifinalistas da categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social.
O livro aborda a evolução da fitoterapia e reúne conhecimentos tradicionais e evidências científicas sobre o uso de plantas medicinais. A publicação foi produzida pela Editora UFV e é voltada a estudantes, pesquisadores e profissionais da área da saúde.
Nesta edição, o Prêmio Jabuti Acadêmico recebeu mais de 2.900 inscrições de obras produzidas por universidades e institutos de pesquisa de todo o país.
Informações: UFV

