Polícia Civil instaurou inquérito para apurar relato de estudante de 15 anos durante aula em instituição de ensino
Um professor foi preso em flagrante pela Polícia Militar por suspeita de importunação sexual contra uma aluna de 15 anos durante uma aula em uma instituição de ensino de Muriaé. O caso ocorreu em 30 de setembro de 2026 e é investigado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Segundo o registro da Polícia Militar, a estudante realizava uma atividade de redação quando o professor se aproximou. Conforme o relato, ele tocou os ombros da adolescente e passou a acariciar os cabelos dela sem consentimento.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a estudante tentou retirar os cabelos das mãos do professor, mas ele teria insistido no contato. Na sequência, o professor teria se abaixado e cheirado os fios da adolescente.
A estudante relatou aos policiais que se sentiu constrangida com a situação. Depois do episódio, ela deixou a sala de aula e procurou acolhimento com a psicóloga da instituição de ensino.
Durante o atendimento da ocorrência, outras duas alunas foram ouvidas pela Polícia Militar. Elas relataram desconforto com brincadeiras e contatos físicos frequentes atribuídos ao professor.
Conforme o boletim, imagens do circuito interno da sala registraram os gestos descritos pela estudante. O material foi disponibilizado para a apuração do caso.
Em depoimento à Polícia Militar, o professor afirmou trabalhar na instituição há quase 20 anos. Ele declarou que nunca havia se envolvido em casos de assédio ou crimes sexuais contra alunos.
O professor também afirmou que a abordagem ocorreu como uma brincadeira e que esse tipo de conduta era habitual durante suas aulas.
A instituição de ensino informou, por meio de nota, que acolheu a estudante e adotou as medidas administrativas cabíveis. O professor foi afastado das atividades em sala de aula por precaução.
A direção também informou que mantém o compromisso com a segurança, a dignidade e o bem-estar dos estudantes e com a apuração do episódio.
As partes foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de plantão. A Polícia Civil instaurou um inquérito e ouviu os envolvidos para apurar as circunstâncias do caso.
A identidade da adolescente foi preservada. Por esse motivo, o nome da instituição de ensino e do professor não foi divulgado.
O caso permanece sob investigação. A prisão em flagrante não representa uma condenação.
Informações e foto: Portal Muriaé

