quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Janeiro Branco reforça debate sobre saúde mental diante do aumento de casos de depressão no Brasil

Janeiro Branco reforça debate sobre saúde mental diante do aumento de casos de depressão no Brasil

Campanha nacional chama atenção para a prevenção e a promoção da saúde emocional ao longo de todo o ano

O Brasil apresenta a maior prevalência de depressão da América Latina, segundo o relatório “Depressão e outros transtornos mentais”, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2023. O documento também aponta que o número de pessoas afetadas por transtornos mentais comuns cresce em todo o mundo, com maior impacto em países de baixa renda. No cenário nacional, os reflexos desse quadro atingem o mercado de trabalho, já que as doenças mentais figuram como a terceira maior causa de afastamento laboral no país, conforme dados do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, divulgados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13).

Diante desse contexto, ações de conscientização ganham relevância. Uma delas é o movimento Janeiro Branco, criado em 2014, em Minas Gerais, pelo psicólogo Leonardo Abrahão. A iniciativa utiliza o início do ano como símbolo de reflexão e incentivo ao cuidado com a saúde mental. Desde então, a campanha se expandiu pelo país, com apoio de profissionais e instituições de diferentes áreas. Em 2023, o movimento foi instituído como lei federal, por meio da Lei nº 14.556, regulamentada em abril, com foco na prevenção e promoção da saúde mental.

Neste ano, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (FENAJUD) aderiu à campanha e promoveu debates sobre o tema. A psicóloga Rita Rocha (CRP 01/19406) explica que o Janeiro Branco tem caráter nacional e busca estimular a consciência emocional da população. Segundo ela, a proposta é tratar a saúde mental de forma contínua, de janeiro a janeiro, e ampliar o diálogo sobre questões emocionais que ainda são consideradas tabu.

A psicóloga destaca que sinais como alterações no sono, no apetite, na respiração e a presença de pensamentos negativos podem indicar a necessidade de buscar apoio. De acordo com Rita, o cuidado com as emoções pode contribuir para evitar a manifestação de sintomas físicos associados ao sofrimento emocional, já que o organismo responde aos desequilíbrios emocionais.

Especialistas apontam que o sofrimento emocional pode ser prevenido ou atenuado com estratégias de cuidado, como reconhecer emoções, adotar hábitos saudáveis e procurar ajuda profissional quando necessário. Entre as orientações estão a prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada, organização das atividades diárias, manutenção do sono e momentos de descanso.

Para quem busca atendimento, o Ministério da Saúde informa que a Rede de Atenção Psicossocial oferece suporte por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), Unidades Básicas de Saúde, hospitais e clínicas. Esses serviços orientam e encaminham pessoas que enfrentam transtornos mentais ou sofrimento emocional, tanto na rede pública quanto privada.

Informações: Fenajud