Levantamento da UFV aponta alta de preços em seis dos sete grupos analisados e aumento no custo da alimentação
O Índice de Preços ao Consumidor de Viçosa (IPC-Viçosa) registrou inflação de 1,17% no mês de maio de 2026, segundo levantamento do Departamento de Economia da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O resultado indica aumento médio nos preços de bens e serviços no município e mantém a sequência de elevações observadas ao longo de 2026.
No mesmo período, o custo da cesta básica apresentou alta de 6,60%, alcançando R$657,29. Em abril, o valor havia sido de R$616,59, o que representa aumento de R$40,70. Com esse resultado, um trabalhador que recebeu salário-mínimo de R$1.621,00 destinou 40,55% da renda para a compra dos itens básicos de alimentação.
Entre os grupos que compõem o IPC-Viçosa, seis apresentaram variação positiva em maio. Vestuário liderou com alta de 2,80%, seguido por Alimentação (2,13%), Habitação (1,71%), Artigos de Residência (1,53%), Educação e Despesas Pessoais (0,45%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,02%). O único grupo com redução foi Transporte e Comunicação, com queda de 0,32%.
No grupo Alimentação, os principais aumentos ocorreram em itens como batata inglesa, que subiu 67,58%, cebola (23,93%), alho (13,32%) e tomate (12,63%). Também registraram alta produtos como feijão, massas e farinhas. A elevação dos preços está associada à menor oferta de produtos e ao impacto dos custos de transporte.
No grupo Habitação, a energia elétrica residencial apresentou aumento de 7,4%, influenciada pela adoção da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Já em Vestuário, houve aumento em acessórios, tecidos, roupas e calçados.
A cesta básica também foi impactada principalmente pelos aumentos da batata inglesa, feijão vermelho e tomate. A elevação dos preços desses itens está relacionada ao período de safra, condições climáticas e redução da oferta.
O levantamento do IPC-Viçosa considera os preços de 421 produtos em 246 estabelecimentos comerciais da cidade. A pesquisa acompanha o consumo de famílias com renda entre 1 e 6 salários-mínimos e permite avaliar o poder de compra da população local.
Fonte e imagem: Departamento de Economia / UFV / dee.ufv.br
