Investigação aponta que grupo criava sites falsos para direcionar pagamentos de IPVA por Pix a contas controladas pelos envolvidos
O Ministério Público de Minas Gerais cumpriu, nesta quinta-feira (3), 14 mandados de prisão preventiva durante a Operação Contramão. A ação busca desarticular uma organização criminosa investigada por fraudes no pagamento do IPVA.
Segundo o Ministério Público, o esquema funcionava desde 2024. Os investigados criavam sites falsos com aparência semelhante à do portal oficial do Governo de Minas Gerais. A estratégia levava contribuintes a acreditar que estavam acessando um canal oficial para quitar o imposto.
Os pagamentos eram realizados por Pix. De acordo com as investigações, os valores eram direcionados para contas bancárias controladas pelo grupo.
Além dos mandados de prisão, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em cidades dos estados de Goiás, Maranhão e São Paulo.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam celulares, notebooks, pendrives e cartões bancários. Também foram encontrados cocaína e um simulacro de arma de fogo.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos, o Gaeciber, em conjunto com o 11º Promotor de Justiça de Combate ao Crime Organizado de Belo Horizonte.
A ação contou ainda com o apoio do Ministério Público e das polícias de Goiás, São Paulo e Maranhão.
O coordenador do Gaeciber, promotor André Salles Dias Pinto, afirmou que as fraudes cibernéticas afetam a confiança dos cidadãos nos canais oficiais. Segundo ele, a atuação conjunta entre o Ministério Público e as polícias busca acompanhar a velocidade das ações criminosas praticadas no ambiente digital.
O MPMG orienta os contribuintes a realizarem o pagamento do IPVA somente pelos canais oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais e pela rede bancária conveniada.
O órgão também recomenda atenção a links patrocinados, mensagens recebidas pelo WhatsApp e sites que utilizam, no endereço eletrônico, nomes que possam ser associados a órgãos públicos.
A Operação Contramão segue com as investigações sobre o funcionamento do esquema e a participação dos envolvidos.
Informações: Band Minas

