Advogado de Cataguases irá cumprir 15 anos em regime fechado e 2 de detenção, além da alta multa
Eduardo Antunes Barcelos, advogado e ex-procurador do hospital de Cataguases, de 66 anos, foi condenado a 17 anos de prisão e ao pagamento de R$30mi em multas, por participar dos atos golpistas em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada de forma unânime pelo Supremo Tribunal Federal na última segunda-feira (17). Seu advogado disse que irá recorrer à decisão.
Detalhamento da pena
A pena de Eduardo Barcelos foi dividida da seguinte maneira:
- 15 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos crimes mais graves, incluindo a tentativa de golpe;
- 1 ano e 6 meses de prisão em regime semiaberto ou domiciliar em razão dos danos e deteriorização do patrimônio público;
- 100 dias de multa, sendo que o valor de cada dia será equivalente a 1/3 do salário mínimo;
- Pagamento de R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos;
- O valor deve ser pago de forma solidária com os outros condenados, com o objetivo de reparar os danos causados à sociedade como um todo.
O caso
Natural de Cataguases – cidade a cerca de 112 quilômetros de Viçosa -, o homem foi preso na terceira fase da Operação Lesa Pátria no dia 27 de janeiro de 2023. No dia 18 de dezembro do mesmo ano, Barcelos e o juiz-forano Marcelo Eberle Motta tiveram a prisão preventiva revogada pelo Ministro Alexandre de Moraes. Assim, na época considerados suspeitos, pois ainda não haviam sido julgados, passaram a ficar em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, com autorização para sair durante o dia e se recolhendo à noite. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Barcelos continua com a monitoração eletrônica ainda hoje, sexta-feira (21). A pasta não informou quando ele começará a cumprir o regime fechado no sistema carcerário de Juiz de Fora.
Informações: Tribuna de Minas/ G1 Zona da Mata
