terça-feira, 9 de junho de 2026
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Câmara de Viçosa analisa projeto que altera regras para regularização de imóveis

Câmara de Viçosa analisa projeto que altera regras para regularização de imóveis

Proposta busca limitar impedimentos de regularização apenas a construções com ordens judiciais de embargo ou suspensão

Tramita na Câmara Municipal de Viçosa o Projeto de Lei nº 11/2026, de autoria do vereador Professor Idelmino (PCdoB). O texto propõe uma alteração técnica no Código de Obras do município, especificamente no inciso III do artigo 162-A da Lei nº 1.633/2004. A matéria já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

A legislação atual estabelece as normas para a regularização de construções concluídas que foram executadas de forma irregular ou sem autorização prévia. No modelo vigente, a lei proíbe a regularização de imóveis que possuam qualquer tipo de “litígio judicial”. A proposta em análise substitui esse termo por critérios específicos.

Conforme a nova redação, o impedimento para a regularização ocorrerá apenas se houver uma decisão judicial vigente. Essa decisão deve determinar expressamente a suspensão, o embargo ou a paralisação da obra ou do uso do imóvel. A regra se aplica mesmo que a decisão judicial ainda permita recursos.

Na prática, a existência de processos judiciais como inventários, divórcios, cobranças de dívidas ou disputas de condomínio deixa de ser um obstáculo automático. Atualmente, tais processos impedem o protocolo do pedido junto à Prefeitura de Viçosa. A mudança estabelece que apenas ordens judiciais diretas sobre a legalidade da obra barrem o processo administrativo.

A justificativa do projeto indica que o termo “litígio judicial” é amplo e causa atrasos por questões sem relação direta com a construção. O texto mantém, sem alterações, a proibição de regularização para obras que invadam terrenos vizinhos ou áreas públicas, como ruas e praças.

A CCJ considerou a proposta adequada aos aspectos legais e técnicos. A comissão avaliou que a mudança torna o critério objetivo e respeita as decisões do Poder Judiciário. Além disso, o parecer aponta que a medida pode ampliar a eficiência administrativa e a arrecadação municipal através da formalização de imóveis consolidados. O projeto segue o rito de tramitação antes da votação em plenário.

Informações: PMV