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Regional de Ponte Nova capacita municípios sobre causas externas e registros de notificação de violências e intoxicações

2 de abril de 2026


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Encontro reuniu profíssionais de saúde para tratar de fluxos de atendimento, registros no sinan e educação e integração da rede regional

A Superintendência Regional de Saúde de Ponte Nova realizou, no dia 31 de março, uma capacitação sobre notificações obrigatórias de violência e intoxicação exógena. A atividade ocorreu por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e reuniu coordenadores de Vigilância Epidemiológica, representantes da Atenção Primária à Saúde e profissionais de hospitais de referência.

O encontro foi coordenado pela referência técnica do núcleo, Karine Cardoso Miguel Barbosa. Participaram também representantes municipais ligados às causas externas. A programação abordou o fluxo de serviços credenciados para atendimento às vítimas de violência e discutiu a realização de campanhas de mobilização em datas relacionadas à prevenção.

Os participantes receberam treinamento sobre notificações da Vigilância da Violência. A pauta incluiu a ampliação das unidades notificadoras no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O grupo também analisou o monitoramento de indicadores do Plano Estadual de Saúde 2024-2027.

Entre os temas discutidos, esteve o preenchimento dos campos de orientação sexual e identidade de gênero nas fichas de notificação de violência interpessoal ou autoprovocada. Também foi abordado o registro da doença falciforme como notificação compulsória no sistema e-SUS Sinan.

Segundo Karine Barbosa, a capacitação buscou incentivar a criação de protocolos e fluxos nos municípios. A proposta é estruturar uma rede de enfrentamento à violência e garantir assistência às vítimas. Ela informou que os encaminhamentos devem seguir fluxos definidos para os hospitais de referência, como o Hospital Nossa Senhora das Dores, em Ponte Nova, e o Hospital São Sebastião, em Viçosa.

A enfermeira Fernanda Maria Brandão, do Hospital Nossa Senhora das Dores, afirmou que a notificação permite dar visibilidade aos casos e orientar ações de prevenção. Ela informou que houve redução nos atendimentos relacionados à violência no hospital em 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A coordenadora da Atenção Primária de Guaraciaba, Luana Arantes Miranda Gonzaga, destacou a importância da padronização de procedimentos entre os municípios. Ela apontou que a identificação precoce e o encaminhamento na rede de apoio fazem parte das ações da atenção primária.

A coordenadora do núcleo regional, Priscila Câmara de Moura, afirmou que a integração entre Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária e serviços hospitalares contribui para o acompanhamento das vítimas e organização da rede de atendimento.