quarta-feira, 5 de agosto de 2026
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Microempreendedorismo reúne cerca de 70 mil registros em três cidades da Zona da Mata

Microempreendedorismo reúne cerca de 70 mil registros em três cidades da Zona da Mata

Levantamento da Fecomércio MG aponta concentração de MEIs em Juiz de Fora, Ubá e Visconde do Rio Branco

Um estudo do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio MG aponta a presença do Microempreendedor Individual (MEI) em municípios da Zona da Mata Mineira. Dados de 2026, com base na Receita Federal e no Portal do Empreendedor, indicam que Juiz de Fora, Ubá e Visconde do Rio Branco somam cerca de 70 mil registros ativos.

Juiz de Fora ocupa a quarta posição no estado em volume de MEIs, com 59.136 cadastros. Em Ubá, são 7.974 registros, o que corresponde a 7,42% da população local, com 74,23 MEIs por mil habitantes. Visconde do Rio Branco contabiliza 2.799 inscrições, equivalentes a 6,88% dos moradores, com 68,75 MEIs por mil habitantes.

O estudo mostra predominância dos setores de comércio e serviços. Em Ubá, serviços representam 50,88% dos registros, seguidos por comércio, com 26,72%, e indústria, com 13,62%. Em Visconde do Rio Branco, serviços somam 48,62%, comércio 27,30% e indústria 14,08%. A construção civil responde por cerca de 8,6% a 9,7% nas duas cidades, enquanto a agropecuária apresenta participação menor.

O perfil dos microempreendedores indica maior presença masculina. Em Ubá, homens representam 54,72% e mulheres 45,28%. Em Visconde do Rio Branco, os percentuais são de 55,13% e 44,87%, respectivamente. A faixa etária entre 21 e 50 anos concentra a maioria dos registros, com 73,71% em Ubá e 74,46% em Visconde do Rio Branco.

Quanto à forma de atuação, o estabelecimento fixo lidera. Em Visconde do Rio Branco, 46,13% dos MEIs operam nesse modelo. Em Ubá, o índice é de 32,08%. Atividades porta a porta, ambulantes ou em postos móveis representam 27,94% em Ubá e 20,73% em Visconde do Rio Branco. O uso de canais digitais aparece em 20,68% dos registros em Ubá e 16,67% em Visconde do Rio Branco.

O levantamento também aponta desafios. Segundo a Fecomércio MG, a inadimplência fiscal e a irregularidade nas contribuições previdenciárias persistem no país, onde 38% dos microempreendedores mantêm os pagamentos em dia.

De acordo com o economista da entidade, Henrique Braga, o programa MEI tem papel na formalização e na geração de renda. Ele afirma que a continuidade das atividades depende de acesso a capacitação, orientação financeira, crédito e inovação.

A Fecomércio MG representa o setor de comércio de bens, serviços e turismo no estado, com mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. A entidade também administra o Sesc e o Senac em Minas Gerais.

Informações: Fecomercio