terça-feira, 30 de junho de 2026
Urgente

Polícia Civil cumpre mandados em Viçosa contra fraude bilionária envolvendo as Lojas Havan

Polícia Civil cumpre mandados em Viçosa contra fraude bilionária envolvendo as Lojas Havan

Ação coordenada pela DEIC de Santa Catarina investiga organização criminosa que utilizou dados da gigante do varejo para aplicar golpes em todo o país. Em Viçosa, equipes realizaram buscas para identificar envolvidos na lavagem do dinheiro ilícito.

A manhã desta quinta-feira (26/03/2026) foi marcada por uma intensa movimentação policial em Viçosa. A cidade foi um dos alvos da “Operação Dublê”, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (DEIC), com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, para desarticular uma sofisticada rede de estelionato e lavagem de dinheiro que utilizava indevidamente o nome da empresa Havan S.A.

O Alvo em Viçosa

Embora o centro das investigações esteja em Florianópolis (SC), Viçosa foi identificada como um ponto estratégico na rota de pulverização dos recursos financeiros obtidos ilegalmente.

  • Mandados: Equipes cumpriram ordens de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de atuar como “interpostas pessoas” (laranjas) ou operadores do esquema na região.
  • Objetivo: Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos que visam comprovar a conexão de moradores ou empresas locais com a organização que operava em estados como São Paulo e Paraná.

Como Funcionava a Fraude

A investigação começou após a descoberta de uma conta bancária aberta fraudulentamente em uma plataforma de pagamentos usando o CNPJ e dados empresariais da Havan, sem qualquer autorização da varejista.

  • Movimentação Relâmpago: Em apenas 24 horas (agosto de 2025), a conta recebeu cerca de R$ 576.000,00 vindos de vítimas de golpes aplicados em todo o Brasil.
  • Táticas de Lavagem: O grupo utilizava o método de mirroring (repasses imediatos de valores idênticos) e fragmentação de depósitos para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle financeiro.

Próximos Passos

Os materiais coletados em Viçosa serão enviados para a Delegacia de Defraudações em Santa Catarina para perícia. Sete suspeitos principais já foram identificados em todo o país e podem responder por:

  1. Estelionato: Pela aplicação dos golpes nas vítimas.
  2. Falsidade Ideológica: Pela abertura de contas com dados falsos.
  3. Lavagem de Dinheiro: Pela ocultação e dispersão dos valores.

A Polícia Civil de Minas Gerais segue colaborando com o intercâmbio de informações para verificar se há mais ramificações do grupo operando em outras cidades da Zona da Mata.