terça-feira, 30 de junho de 2026
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Pesquisa da UFV recebe Prêmio Inventor Petrobras 2026 por método contra biofilmes

Pesquisa da UFV recebe Prêmio Inventor Petrobras 2026 por método contra biofilmes

Tecnologia desenvolvida em Viçosa gera patente e aplicação na indústria de petróleo

A equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), liderada pelo professor Sérgio Oliveira de Paula, recebeu o Prêmio Inventor Petrobras 2026. A premiação ocorreu no dia 25 de junho, no Rio de Janeiro, e reconheceu a criação de um método para obtenção de bacteriófagos capazes de atuar na remoção de biofilmes.

A tecnologia foi desenvolvida no Laboratório de Imunovirologia Molecular (LIVM) e resultou em uma patente em regime de cotitularidade entre a UFV e a Petrobras. O prêmio é concedido anualmente pela estatal para reconhecer inventos que geraram pedidos de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no ano anterior.

O método utiliza bacteriófagos, vírus que infectam e destroem bactérias, no controle de Bactérias Redutoras de Sulfato (BRS). Esses microrganismos se acumulam em tubulações usadas no transporte de petróleo e formam biofilmes resistentes. A presença dessas bactérias leva à produção de sulfeto de hidrogênio, associado à corrosão de estruturas metálicas.

Segundo o professor Sérgio de Paula, o uso de bacteriófagos pode substituir ou complementar biocidas químicos. O método é biodegradável e não provoca corrosão nos equipamentos, além de não interferir nas etapas de tratamento biológico das águas de produção. A solução envolve etapas de isolamento e aplicação dos vírus.

A pesquisa contou com a participação das pós-doutorandas Paloma Cavalcante Cunha e Adriele do Carmo, da pesquisadora Maira Paula de Sousa, da Petrobras, e de Roberto Souza Dias. O trabalho também originou a empresa MicroBiotec, instalada no Parque Tecnológico de Viçosa (tecnoParq/UFV), responsável pela produção dos insumos utilizados na aplicação da tecnologia.

O acordo de cotitularidade permite que a Petrobras utilize o método em escala industrial, enquanto a UFV mantém os direitos de propriedade intelectual e os créditos científicos. A premiação registra a cooperação entre universidade e empresa na geração de tecnologia aplicada.

Fonte: UFV